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A RVer tem parceiro no Brasil: Instituto Gabriel Benício

Há oito dias dissemos que não havia nada assinado no Brasil, e que quando houvesse diríamos quem era. Há.

Tema
Plataforma RVer
Leitura
5 min de leitura
Publicado
21 de setembro de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

Há oito dias escrevemos um artigo sobre o Brasil que dizia, com todas as letras, que não havia nada assinado — e que quando houvesse, diríamos quem era.

Há. É o Instituto Gabriel Benício, em Fortaleza, no Ceará.

O que foi assinado

Hoje, 21 de setembro de 2026, a RVer e o Instituto Gabriel Benício assinaram um acordo de revenda e distribuição da plataforma no Brasil. Para já é exclusivo no país: o Instituto representa a RVer em território brasileiro, e é o único que o faz.

Está previsto ir mais longe do que distribuir. A fase seguinte é a criação de conteúdos específicos para o mercado brasileiro — cenários filmados lá, para quem vive lá. Uma biblioteca de vídeo imersivo pensada em Portugal serve muita coisa no Brasil e não serve tudo: a paisagem que devolve uma memória a um utente de Leiria não é a mesma que devolve uma memória a um utente de Fortaleza.

Isso ainda não existe. O que existe hoje é o acordo, e o primeiro serviço a usar a plataforma no país.

O que é o Instituto Gabriel Benício

Logótipo do Instituto Gabriel Benício de Inclusão e Desenvolvimento: figuras humanas em peças de puzzle coloridas, um lápis, e um livro aberto por baixo.
O logótipo do Instituto Gabriel Benício.

É uma entidade de inclusão e desenvolvimento, sediada em Fortaleza, que trabalha com crianças com deficiência e as suas famílias. O trabalho com a RVer entra pelo projeto MoviMente, do Instituto.

Camisola azul do projeto MoviMente, do Instituto Gabriel Benício de Inclusão e Desenvolvimento, com o logótipo em peças de puzzle coloridas, um lápis e um livro aberto.
A camisola do projeto MoviMente que o Instituto Gabriel Benício ofereceu à equipa da RVer. É por aqui que o trabalho começa.

O Instituto é parceiro e cliente ao mesmo tempo, e isso não é uma contradição: quem representa a plataforma num país também a usa com os seus utentes, como qualquer instituição. É, aliás, a melhor forma de a representar. Quem vende uma coisa que não usa acaba a descrevê-la mal.

O headset que ficou em Fortaleza

Em setembro levámos um equipamento de demonstração de Portugal para o Brasil. Está na fotografia do artigo anterior: um headset em cima de uma caixa, numa varanda com vista para o mar.

Esse equipamento ficou lá. Deixou de ser a unidade de demonstração e passou a ser o primeiro equipamento RVer em serviço no Brasil. Hoje correram nele as primeiras sessões — duas, no dia em que o acordo foi assinado.

O modelo não muda por atravessar o Atlântico: os equipamentos continuam a ser nossos. A instituição contrata um serviço e o equipamento vem com ele — explicámos porquê aqui. A diferença prevista para o Brasil é a origem: à medida que houver mais serviços, os headsets são comprados no país e configurados à distância, sem frota a atravessar a alfândega nem custo de importação somado ao serviço.

O que continua a não ser

O artigo de setembro pôs os limites à frente. Continuam lá, e vale a pena repeti-los em vez de os deixar cair agora que há assinatura.

A RVer não tem registo na ANVISA. O registo que temos é de Dispositivo Médico Classe I junto do Infarmed, cobre o produto base, e vale onde foi emitido — é um registo português com efeitos no espaço europeu, não uma credencial mundial. É um processo que vamos tratar em breve, agora que existe o parceiro brasileiro que ele pressupõe.

Enquanto isso não acontecer, mantém-se a regra interna: nada de alegação terapêutica no Brasil. O que se apresenta a uma instituição brasileira é o que o produto faz — atividade significativa, conforto, ocupação, registo do que aconteceu na sessão — sem prometer efeito clínico. A regulação segue a finalidade alegada, não o tipo de comprador.

E continua a não haver empresa brasileira, escritório nem equipa local. Há um parceiro, que é coisa diferente e, para já, melhor.

Portugal, Brasil, e o que vem depois

Este é o primeiro passo da internacionalização, e o plano é haver mais. Portugal, agora o Brasil, e a seguir outros — há conversas a decorrer noutros mercados.

Não os nomeamos. Foi a regra em setembro, quando o Brasil ainda era uma agenda de reuniões, e não faz sentido mudá-la agora que ela funcionou: anunciar conversas como se fossem acordos é a forma mais rápida de as estragar. Quando houver assinatura, dizemos quem é. Foi o que aconteceu hoje.

O que dá para explicar é o critério, que não é o do tamanho do mercado.

Primeiro, a necessidade dos utentes. Vamos onde há trabalho por fazer, não onde há mais população.

Depois, alguém no terreno. Ou criamos equipa, ou fazemos parceria com quem já lá está — e quem já lá está tem de ter ligação à saúde, à tecnologia, ou às duas. Não basta saber vender.

Distância não é obstáculo. A plataforma é gerida à distância por desenho: o conteúdo fica no equipamento, a sessão corre sem depender de ligação à internet, e a configuração faz-se de Leiria. Não é preciso estar no país para o sistema funcionar no país. É preciso estar no país para perceber quem o vai usar — e é para isso que serve um parceiro.

É por isso que a ordem é esta: parceiro primeiro, operação depois. Hoje ficou fechada a primeira.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não — as três acontecem, e a última também é útil.

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