Há uma pergunta que aparece cedo em quase todas as reuniões, e normalmente não é feita assim: quantos equipamentos temos de comprar?
A resposta é nenhum. Os equipamentos são nossos. O cliente não compra hardware à RVer, nem no primeiro ano nem no quinto. Contrata um serviço anual, e os equipamentos vêm com ele.
Isto não é um detalhe de contrato. Decide quem carrega o risco de uma tecnologia que envelhece depressa, e vale a pena explicar porquê, incluindo a parte em que o modelo é pior para o cliente.
O hardware envelhece mais depressa do que o processo de compra
Um headset comprado hoje é, daqui a três anos, um modelo descontinuado com acessórios que já ninguém fabrica. Uma instituição que o tenha comprado como imobilizado fica com um bem em inventário, uma depreciação a correr, e nenhuma forma simples de o trocar, porque trocar significa abrir outro processo de aquisição.
Quando o equipamento é nosso, a substituição é uma decisão operacional, não um concurso.
A responsabilidade fica onde está o conhecimento
Se o equipamento é nosso, a avaria é nossa, a atualização é nossa, a substituição é nossa e a bateria que já não segura uma tarde é nossa. Ninguém na instituição tem de aprender a gerir uma frota de headsets, nem de decidir quando um deles já não presta.
Este é o ponto que mais muda o dia a dia. A alternativa (o cliente é dono e nós damos apoio) cria sempre a mesma conversa: isto é avaria ou é mau uso? Com o equipamento do nosso lado, a conversa não existe.
O que se contrata é o serviço, não a caixa
O valor não está no headset. Está na biblioteca validada, nas atualizações, na configuração à distância, na formação da equipa e no registo de sessões. Ver o que a equipa clínica vê no registo de sessão.
Um headset sem nada disto é um brinquedo caro que fica numa gaveta, e é exatamente esse o destino de boa parte do equipamento de saúde comprado em campanha.
Não é despesa de capital
Para muitas instituições, a diferença entre comprar equipamento e contratar um serviço é a diferença entre um processo de investimento e uma rubrica de funcionamento. Não é um truque contabilístico: é a razão pela qual alguns projetos arrancam em semanas e outros esperam pelo orçamento do ano seguinte. O ponto está desenvolvido em quem paga não é quem poupa.
O que isto nos obriga a fazer
O modelo tem uma contrapartida óbvia, e é justo escrevê-la:
- substituímos equipamento avariado, sem discutir de quem é a culpa;
- mantemos os equipamentos atualizados durante todo o contrato;
- quando o contrato acaba, os equipamentos são recolhidos.
A última linha é a que interessa ao comprador cuidadoso.
Onde o cliente perde
No fim, não fica com nada. Se a instituição parar o serviço ao fim de três anos, não tem headsets no armário. Quem comprou hardware fica com hardware: velho, mas seu.
Há instituições para quem isso é decisivo, normalmente por regras internas de património ou por financiamento que exige um bem inventariável no fim. Para essas, o nosso modelo é o modelo errado, e é melhor sabê-lo na primeira reunião do que na terceira.
A segunda perda é de controlo. O equipamento vem configurado por nós, em modo de utilização controlada. Não é um tablet onde se instala o que se quiser. Para a equipa clínica isso é uma vantagem (ver onde vive o equipamento e higiene e segurança), mas é, ainda assim, menos liberdade do que ter a coisa em nome próprio.
E o preço?
Não é público, e não é por mistério: o número depende do número de serviços e de equipamentos, e um preço solto sem essa estrutura leva a comparações erradas. O que se pode dizer aqui é a forma (assinatura anual por serviço, com equipamento incluído) e que a análise de retorno não se faz com o preço do headset, como está em custo e ROI.
O papel do RVer
O produto base da RVer é uma biblioteca de vídeo imersivo, registada como Dispositivo Médico Classe I no INFARMED e na EUDAMED. RVer Motion e RVer Neuro são módulos em desenvolvimento, não abrangidos por esse registo. A plataforma regista a sessão: não avalia, não classifica, não diagnostica e não substitui a avaliação clínica nem a decisão da equipa.
Perguntas frequentes
A instituição tem de comprar os equipamentos?
Não. Os equipamentos são da RVer e vêm incluídos no serviço anual. O cliente não compra hardware: nem no primeiro ano, nem depois.
Quem paga uma avaria ou a substituição de um headset?
A RVer. Como o equipamento é nosso, a avaria, a atualização e a substituição são nossas, e não há a conversa sobre se foi avaria ou mau uso. A instituição não gere frota nem decide quando um equipamento já não presta.
O que acontece aos equipamentos quando o contrato acaba?
São recolhidos. A instituição não fica com headsets no armário. É a contrapartida direta de nunca ter pago hardware, e convém saber isso na primeira reunião.
Em que casos este modelo é o modelo errado?
Em dois. Quando regras internas de património ou uma linha de financiamento exigem um bem inventariável no fim: aí, comprar é que serve. E quando a instituição quer liberdade total sobre o equipamento: o nosso chega configurado em modo de utilização controlada, não é um tablet onde se instala o que se quiser.
Isto conta como despesa de investimento ou de funcionamento?
Contratar o serviço é uma rubrica de funcionamento, não um processo de investimento em equipamento. Para muitas instituições é a diferença entre arrancar em semanas e esperar pelo orçamento do ano seguinte. A validação é sempre com os serviços financeiros da própria instituição.
Qual é o preço?
Não é público. O valor depende do número de serviços e de equipamentos, e um número solto sem essa estrutura leva a comparações erradas. A forma é uma assinatura anual por serviço, com equipamento incluído.
