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Os equipamentos são nossos: porque é que a RVer não vende hardware

«Quantos equipamentos temos de comprar?» Nenhum. Os headsets são nossos e vêm com o serviço — o que decide quem carrega o risco de uma tecnologia que envelhece depressa.

Tema
Adoção e custos
Leitura
6 min de leitura
Publicado
15 de setembro de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

Há uma pergunta que aparece cedo em quase todas as reuniões, e normalmente não é feita assim: quantos equipamentos temos de comprar?

A resposta é nenhum. Os equipamentos são nossos. O cliente não compra hardware à RVer, nem no primeiro ano nem no quinto. Contrata um serviço anual, e os equipamentos vêm com ele.

Isto não é um detalhe de contrato. Decide quem carrega o risco de uma tecnologia que envelhece depressa, e vale a pena explicar porquê — incluindo a parte em que o modelo é pior para o cliente.

O hardware envelhece mais depressa do que o processo de compra

Um headset comprado hoje é, daqui a três anos, um modelo descontinuado com acessórios que já ninguém fabrica. Uma instituição que o tenha comprado como imobilizado fica com um bem em inventário, uma depreciação a correr, e nenhuma forma simples de o trocar — porque trocar significa abrir outro processo de aquisição.

Quando o equipamento é nosso, a substituição é uma decisão operacional, não um concurso.

A responsabilidade fica onde está o conhecimento

Se o equipamento é nosso, a avaria é nossa, a atualização é nossa, a substituição é nossa e a bateria que já não segura uma tarde é nossa. Ninguém na instituição tem de aprender a gerir uma frota de headsets, nem de decidir quando um deles já não presta.

Este é o ponto que mais muda o dia a dia. A alternativa — o cliente é dono e nós damos apoio — cria sempre a mesma conversa: isto é avaria ou é mau uso? Com o equipamento do nosso lado, a conversa não existe.

O que se contrata é o serviço, não a caixa

O valor não está no headset. Está na biblioteca validada, nas atualizações, na configuração à distância, na formação da equipa e no registo de sessões. Ver o que a equipa clínica vê no registo de sessão.

Um headset sem nada disto é um brinquedo caro que fica numa gaveta — e é exatamente esse o destino de boa parte do equipamento de saúde comprado em campanha.

Não é despesa de capital

Para muitas instituições, a diferença entre comprar equipamento e contratar um serviço é a diferença entre um processo de investimento e uma rubrica de funcionamento. Não é um truque contabilístico: é a razão pela qual alguns projetos arrancam em semanas e outros esperam pelo orçamento do ano seguinte. O ponto está desenvolvido em quem paga não é quem poupa.

Quem faz o quê — RVer e instituição Tabela de responsabilidades. Equipamento: a RVer é dona, mantém e substitui; a instituição usa e nunca compra. Conteúdo: a RVer dá a biblioteca validada e as actualizações; a instituição escolhe o que usa e com quem. Formação: a RVer forma a equipa; a instituição liberta as pessoas. Sessão: a RVer regista; a instituição conduz e acompanha. Dados: a RVer não guarda cópia dos dados de utilização; a instituição é a responsável pelo tratamento. Decisão clínica: a RVer não tem nenhuma parte; a instituição tem-na toda. RVer Instituição Equipamento É nosso. Mantemos e substituímos. Usa. Nunca compra. Conteúdo Biblioteca validada e actualizações. Escolhe o que usa, e com quem. Formação Formamos a equipa. Liberta as pessoas. Sessão Regista o que aconteceu. Conduz e acompanha. Dados Não guardamos cópia. É a responsável pelo tratamento. Decisão clínica Nenhuma. Toda. A RVer regista; quem lê e decide é a equipa.
A divisão de responsabilidades entre a RVer e a instituição, do equipamento à decisão clínica.

O que isto nos obriga a fazer

O modelo tem uma contrapartida óbvia, e é justo escrevê-la:

  • substituímos equipamento avariado, sem discutir de quem é a culpa;
  • mantemos os equipamentos atualizados durante todo o contrato;
  • quando o contrato acaba, os equipamentos são recolhidos.

A última linha é a que interessa ao comprador cuidadoso.

Onde o cliente perde

No fim, não fica com nada. Se a instituição parar o serviço ao fim de três anos, não tem headsets no armário. Quem comprou hardware fica com hardware — velho, mas seu.

Há instituições para quem isso é decisivo, normalmente por regras internas de património ou por financiamento que exige um bem inventariável no fim. Para essas, o nosso modelo é o modelo errado, e é melhor sabê-lo na primeira reunião do que na terceira.

A segunda perda é de controlo. O equipamento vem configurado por nós, em modo de utilização controlada. Não é um tablet onde se instala o que se quiser. Para a equipa clínica isso é uma vantagem — ver onde vive o equipamento e higiene e segurança — mas é, ainda assim, menos liberdade do que ter a coisa em nome próprio.

E o preço?

Não é público, e não é por mistério: o número depende do número de serviços e de equipamentos, e um preço solto sem essa estrutura leva a comparações erradas. O que se pode dizer aqui é a forma — assinatura anual por serviço, com equipamento incluído — e que a análise de retorno não se faz com o preço do headset, como está em custo e ROI.

O papel do RVer

O produto base da RVer é uma biblioteca de vídeo imersivo, registada como Dispositivo Médico Classe I junto do Infarmed. RVer Motion e RVer Neuro são módulos em desenvolvimento, não abrangidos por esse registo. A plataforma regista a sessão: não avalia, não classifica, não diagnostica e não substitui a avaliação clínica nem a decisão da equipa.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não — as três acontecem, e a última também é útil.

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