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Cuidados paliativos: conforto e dignidade com Realidade Virtual

Em cuidados paliativos, o objetivo muda: não se trata de curar, mas de cuidar: de garantir conforto, dignidade e qualidade de vida. A realidade virtual oferece algo precioso nesse contexto: a possibilidade de estar, por instantes, noutro lugar.

Tema
Cuidados Paliativos
Leitura
5 min de leitura
Publicado
4 de junho de 2026
Autoria
Pedro Thomaz
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

Os cuidados paliativos têm um objetivo diferente do resto da medicina. Não procuram curar, procuram cuidar: aliviar o sofrimento, preservar a dignidade e melhorar a qualidade dos dias que restam. Nesse contexto, cada momento de conforto conta.

A realidade virtual para uso clínico encontra aqui um dos seus papéis mais humanos, e um dos que a investigação já estuda: a biblioteca reúne esses estudos no tema cuidados paliativos.

Evasão: estar noutro lugar

Um doente em cuidados paliativos passa muito tempo no mesmo espaço, frequentemente com dor, cansaço ou ansiedade. A realidade virtual oferece evasão: a possibilidade de, durante alguns minutos, estar numa praia, num jardim, na sua terra natal ou num lugar que sempre quis visitar.

Não é fuga à realidade. É um descanso dela. E esse descanso tem valor: pode desviar o foco do desconforto e abrir espaço para a calma.

Quando o corpo já não pode viajar, a mente ainda pode. A RV devolve essa possibilidade.

Conforto e bem-estar emocional

Para além da evasão, a RV pode apoiar:

  • Relaxamento: cenários calmos e ritmo suave ajudam a baixar a ansiedade.
  • Distração do desconforto: a imersão desvia a atenção da dor e do mal-estar.
  • Momentos significativos: revisitar lugares com valor pessoal e emocional.
  • Sentido de controlo: escolher para onde ir, num momento da vida em que tanto escapa ao controlo.

A família, mais perto

Um dos aspetos mais difíceis do fim de vida é a distância da família. O RVer inclui videochamada com a família em tempo real: o doente vê e ouve os seus enquanto partilham o mesmo cenário imersivo, mesmo que estejam longe. É uma forma de manter ligação e presença quando a proximidade física nem sempre é possível.

Nota importante: a RV para uso clínico em cuidados paliativos é um apoio complementar e não farmacológico ao conforto e ao bem-estar. É usada com sessões curtas, cenários adequados e sempre sob supervisão da equipa de saúde, adaptada à condição e à vontade do doente. Não substitui os cuidados clínicos.

O papel do RVer

O RVer é um sistema de realidade virtual para uso clínico, Dispositivo Médico Classe I (produto base) registado no INFARMED e na EUDAMED (MDR 2017/745). Foi desenhado para ser simples, confortável e respeitador: fácil de usar pelas equipas de cuidados paliativos e sem recolha de dados clínicos do paciente.

Num momento em que o tempo é precioso, o objetivo do RVer é simples: ajudar a tornar cada dia um pouco mais confortável, mais calmo e mais ligado a quem importa.

Perguntas frequentes

Como é que a realidade virtual ajuda em cuidados paliativos?

A RV oferece evasão e momentos de bem-estar: permite ao doente visitar lugares significativos, relaxar em ambientes calmos e distrair-se do desconforto. É usada como apoio não farmacológico ao conforto, sob supervisão da equipa de cuidados paliativos.

A RV é apropriada para doentes em fim de vida?

Quando usada com sessões curtas, cenários calmos e sob supervisão da equipa de saúde, a RV pode trazer momentos de conforto e ligação. O uso é sempre adaptado à condição e à vontade do doente.

A família pode participar?

Sim. O RVer inclui videochamada com a família em tempo real, permitindo momentos de proximidade mesmo à distância: o doente vê e ouve a família enquanto partilham a mesma experiência imersiva.

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Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não. As três acontecem, e a última também é útil.

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