Videochamadas com a família em realidade virtual: partilhar a experiência à distância
O isolamento é um dos custos menos visíveis de um internamento prolongado. A realidade virtual pode aproximar quem está longe — não apenas com uma chamada, mas com uma experiência partilhada.
Num internamento prolongado, a tecnologia já resolveu parte do problema da distância: uma videochamada permite ver e ouvir quem está longe. Mas continua a faltar algo — a experiência partilhada. Falar é diferente de fazer algo em conjunto.
A realidade virtual terapêutica abre uma possibilidade nova: a família não fica apenas a olhar para o rosto do doente, mas partilha o mesmo ambiente imersivo, em tempo real.
Como funciona a experiência partilhada
O modelo é simples e assenta em dois lados complementares:
- Do lado do doente — usa o equipamento de realidade virtual e, através da câmara, vê a família com quem está a falar.
- Do lado da família — a partir de um navegador comum, vê em tempo real aquilo que o doente está a experienciar no ambiente imersivo.
O resultado não é uma chamada onde cada um descreve o que vê. É uma vivência comum: ambos olham para o mesmo lugar e podem comentá-lo, recordar e conversar a partir dele.
A diferença entre "estou a ver o mar" e "estamos a ver o mar juntos" é exatamente a diferença que esta funcionalidade procura criar.
Porque é que isto importa clinicamente
O isolamento social não é apenas uma questão emocional. Está associado a maior ansiedade, pior adesão e uma experiência de cuidado mais difícil. Manter o vínculo familiar tem valor real no bem-estar do doente.
- Reduz o sentimento de isolamento em situações de internamento longo ou de isolamento clínico.
- Dá à família um papel ativo, em vez do papel passivo de quem só pode esperar por notícias.
- Cria momentos positivos partilhados, que ajudam a equilibrar a experiência hospitalar.
Simples para a família, simples para a equipa
Para que uma ferramenta seja usada, tem de ser fácil. A família participa a partir do telemóvel, tablet ou computador, sem instalar nada. A equipa clínica inicia a sessão sem fluxos técnicos complexos.
Nota importante: esta funcionalidade é um complemento ao cuidado e ao contacto humano, não um substituto das visitas presenciais nem do acompanhamento clínico. É sempre utilizada sob a supervisão dos profissionais de saúde e integrada no plano de cuidados.
O papel do RVer
O RVer é um sistema de terapia imersiva por realidade virtual concebido para ambientes de saúde e certificado como Dispositivo Médico Classe I pelo Infarmed, em conformidade com o regulamento europeu MDR 2017/745. A funcionalidade de videochamada com a família foi desenhada para ser simples de ambos os lados — e sem recolha de dados clínicos do paciente.
O objetivo é claro: usar a tecnologia para aproximar pessoas, tornando a experiência de cuidados mais humana mesmo quando a distância impõe limites.
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