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Gerir a ansiedade em ambiente hospitalar com Realidade Virtual

A espera por um procedimento, o ruído de uma sala de tratamentos, a incerteza: o ambiente hospitalar gera ansiedade. A realidade virtual para uso clínico oferece uma forma de levar o doente para um lugar mais calmo, sem sair da cadeira.

Tema
Ansiedade & Stress
Leitura
5 min de leitura
Publicado
4 de junho de 2026
Autoria
Pedro Thomaz
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

A ansiedade em contexto de saúde não é um detalhe menor. Aumenta a perceção de dor, dificulta a colaboração do doente em procedimentos e torna a experiência de cuidados mais difícil para todos. Gerir esse estado emocional é parte de cuidar bem, e nem sempre a resposta tem de ser medicação.

De onde vem a ansiedade hospitalar

Três fatores costumam alimentar a ansiedade num ambiente clínico:

  • Incerteza: não saber o que vai acontecer ou quanto tempo vai durar.
  • Perda de controlo: estar num espaço estranho, dependente de outros.
  • Estímulos do ambiente: sons clínicos, luzes e a antecipação do desconforto.

A realidade virtual atua sobre os três ao mesmo tempo: substitui o ambiente, devolve uma sensação de escolha e oferece um foco de atenção tranquilizador.

Como a imersão acalma

Ambientes virtuais calmos (uma praia, uma floresta, uma paisagem serena) combinados com som ambiente e ritmo suave, podem ajudar a baixar o estado de alerta. Ao envolver a atenção do doente, a RV reduz o espaço mental dedicado à preocupação e à antecipação negativa.

Não se trata de fingir que o procedimento não existe: trata-se de dar ao doente um lugar mais confortável onde estar enquanto ele acontece.

Momentos em que faz diferença

  • Antes de um procedimento: reduzir a ansiedade antecipatória durante a preparação ou a espera.
  • Durante tratamentos prolongados: tornar sessões longas mais toleráveis.
  • Em internamento: oferecer momentos de pausa e bem-estar.
  • Em populações sensíveis: apoio ao conforto, sempre conforme a avaliação clínica.

Nota importante: a RV para uso clínico é um apoio complementar e não farmacológico. Não substitui a avaliação clínica nem o acompanhamento de profissionais de saúde, e é utilizada sob a sua supervisão.

RVer: conforto desenhado para o contexto clínico

O RVer é um sistema de realidade virtual para uso clínico, Dispositivo Médico Classe I (produto base) registado no INFARMED e na EUDAMED (MDR 2017/745). Foi pensado para ser fácil de integrar no fluxo de trabalho das equipas e confortável para o doente, e não recolhe dados clínicos do paciente, respeitando a privacidade desde o desenho.

Perguntas frequentes

A realidade virtual ajuda a reduzir a ansiedade antes de um procedimento?

A RV para uso clínico pode ajudar a desviar a atenção da fonte de stress e a induzir um estado mais relaxado através de ambientes calmos e imersivos. É usada como apoio não farmacológico, sob supervisão de profissionais de saúde.

Quem pode beneficiar da RV para a ansiedade?

Doentes em espera, antes de procedimentos, durante tratamentos prolongados ou em contextos de internamento podem beneficiar, sempre de acordo com a avaliação da equipa clínica.

A RV para uso clínico recolhe dados do doente?

O RVer não recolhe dados clínicos do paciente. Foi concebido com foco na privacidade e na conformidade enquanto dispositivo médico registado.

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Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não. As três acontecem, e a última também é útil.

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