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Porque é que o RVer usa o Meta Quest 3: onze óculos de realidade virtual comparados

Há uma pergunta que ouvimos em quase todas as reuniões: porquê a Meta? Porque não o Vision Pro, ou um Pico? A instituição nunca escolhe nem compra os óculos, porque são nossos e vêm com o serviço. Mas a escolha foi pesada e testada, e quem pergunta merece a resposta técnica completa.

Tema
Plataforma RVer
Leitura
5 min de leitura
Publicado
7 de outubro de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

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Porque fizemos esta página

A instituição que usa o RVer não escolhe os óculos. São nossos, chegam configurados, e a manutenção é nossa. Mesmo assim, a pergunta aparece sempre: porque é que o RVer corre no Meta Quest 3, e não noutro?

A resposta curta é que foi uma escolha ponderada e analisada, não a primeira que estava à mão. Temos praticamente um de cada um destes modelos para testar. Do Pico temos uns seis.

A resposta longa está numa página nova, Porquê o Meta Quest 3: onze óculos de realidade virtual lado a lado, ficha técnica contra ficha técnica, com o motivo por que cada um ficou de fora. Este artigo explica como a lemos.

O primeiro critério eliminou quase metade

A biblioteca RVer tem perto de 300 GB: cerca de 50 vídeos em 360°, com uma média de 6 GB cada. É esse tamanho que permite mostrar o vídeo com a qualidade que um utente precisa para se sentir lá, e não a ver um ecrã.

Todos os vídeos ficam no próprio equipamento, para a sessão nunca depender da rede do lar ou do hospital. Por isso, um equipamento com 256 GB ou menos, e sem cartão de memória, fica logo de fora. Foi o que aconteceu ao Meta Quest 3S, ao Pico 4 Ultra, ao Samsung Galaxy XR, ao Meta Quest 2 e aos óculos para smartphone.

O Pico 4 Ultra merece uma nota: foi o segundo classificado. Tem boa imagem e lentes pancake, mas só existe com 256 GB.

Depois do espaço, cinco critérios

Por ordem de importância:

  • Preço. Os óculos entram no custo do serviço. Um modelo que custa seis vezes mais não torna a sessão seis vezes melhor para o utente, só a fatura mais pesada para a instituição.
  • Sem cabo obrigatório. O Apple Vision Pro e o Samsung Galaxy XR não funcionam sem uma bateria externa ligada por cabo. Numa sessão com um utente sentado, deitado ou acamado, um cabo é mais uma coisa a gerir. O Quest 3 tem bateria externa opcional, só para sessões de mais de duas horas e meia.
  • Imagem nítida. Lentes pancake e 2064 × 2208 píxeis por olho. Uma imagem pouco definida cansa a vista e aumenta o risco de enjoo.
  • Peso. 515 g. Acima dos 650 g, como o HTC Vive Focus Vision ou o Vision Pro, o peso começa a notar-se, sobretudo em quem tem pouca força no pescoço.
  • Óculos graduados. As lentes do Quest 3 afastam-se da cara e o equipamento fica por cima dos óculos de cada utente. Muitos utentes usam óculos, sobretudo os mais velhos. O Galaxy XR e o Vision Pro só funcionam com lentes graduadas compradas à parte, uma para cada pessoa.

Os que tinham espaço e ficaram de fora

Cinco modelos tinham espaço para a biblioteca e mesmo assim não passaram:

  • Apple Vision Pro: quase 4 000 €, cabo obrigatório, sem óculos graduados, e corre visionOS. A app RVer é Android.
  • HTC Vive Focus Vision: 785 g na cabeça, lentes Fresnel, menos autonomia do que o Quest 3 e mais de 1 000 €.
  • Steam Frame: chegou em setembro de 2026 e corre SteamOS, não Android. A versão com espaço para a biblioteca custa mais do dobro do Quest 3.
  • Play For Dream MR: cerca de 650 g, e precisa de bateria externa para passar de uma hora.
  • DPVR P2: comum em projetos de saúde, mas só acompanha a rotação da cabeça (3DoF) e pesa 690 g.

O vermelho é igual para todos

Na tabela, uma célula a vermelho quer dizer sempre o mesmo: o modelo fica aquém de um critério escrito por baixo da tabela. Por exemplo, 650 g ou mais, cabo obrigatório, não se usar com óculos, menos resolução ou menos autonomia do que o Quest 3, ou não ser Android. Não há células pintadas à mão. Se um modelo melhorar, o vermelho sai.

Os preços da comparação são de venda ao público, só o equipamento. Não são o que a RVer paga nem o que a instituição paga: cada kit RVer leva ainda estojo rígido, capa de silicone lavável e outros acessórios, e o equipamento vem incluído no serviço. As especificações são as fichas públicas dos fabricantes, verificadas em outubro de 2026.

O que muda se o mercado mudar

A escolha não é para sempre. Quando sair um equipamento com espaço para a biblioteca, que custe menos ou pese menos sem perder imagem, testamo-lo, como testámos estes. A página Porquê o Meta Quest 3 é atualizada quando isso acontecer, e diz a data da última verificação.

Perguntas frequentes

Que óculos de realidade virtual usa o RVer?

O Meta Quest 3, com 512 GB. Os óculos são da RVer e vêm com o serviço: a instituição não os escolhe nem os compra.

Porque não o Meta Quest 3S, que é mais barato?

Porque fica pelos 256 GB, e a biblioteca RVer já vai perto dos 300 GB. Além disso, usa lentes Fresnel e tem menos resolução por olho do que o Quest 3.

Os utentes podem usar os seus óculos graduados?

Sim. As lentes do Quest 3 afastam-se da cara e o equipamento fica por cima dos óculos. Não é preciso comprar lentes graduadas à parte.

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