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Cinco ferramentas gratuitas para quem cuida, e porque as fizemos

Há uma semana numa instituição que não aparece em lado nenhum: a de quem organiza as atividades, escolhe o momento, conhece a pessoa e prepara o equipamento. Fizemos cinco ferramentas para essa semana. São gratuitas, não pedem registo, e nada do que se escreve sai do computador.

Tema
Plataforma RVer
Leitura
6 min de leitura
Publicado
6 de outubro de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

Porque fizemos isto

Nas conversas com equipas de lares, hospitais e centros de dia, a realidade virtual nunca aparece sozinha. Aparece ao lado da ginástica de terça-feira, do bingo, da visita da família, do dia mundial que alguém quer assinalar e da limpeza do equipamento entre utentes. O RVer é uma atividade no plano de uma instituição, não a única.

Por isso fizemos ferramentas para o resto do plano. Estão todas em rver.pt/ferramentas, funcionam no browser, e seguem três regras:

  • Sem registo. Abre-se e usa-se. Não pedimos email nem conta.
  • Nada sai do computador. O que se escreve fica no browser, até se imprimir ou guardar em PDF.
  • Feitas para imprimir. Para afixar na sala, levar à reunião de equipa ou entregar à família.

E são para utentes dos 10 aos 100 anos: lar, internamento, pediatria, saúde mental, cuidados paliativos e reabilitação.

1. Gerador de atividades

O gerador de atividades responde à pergunta de todas as semanas: o que é que fazemos hoje, com estas pessoas, neste tempo?

Escolhe-se quem vai participar e quanto tempo há, por idade, contexto, mobilidade (anda sozinho, cadeira de rodas, acamado), formato (individual ou em grupo), tempo disponível e foco: memória, movimento, convívio, sensorial, linguagem, calma ou criatividade. O gerador devolve as atividades que servem, de uma caixa de memórias a um bowling com garrafas, de histórias em cadeia a uma massagem às mãos.

Cada uma das 35 atividades traz os materiais, os passos e as adaptações: o que muda com défice cognitivo, com uma criança, com alguém acamado. No fim imprime-se a seleção inteira.

As nove primeiras são sessões RVer, todas a partir de vídeos da biblioteca: «um lugar conhecido», «uma pausa», «um concerto», «um sítio onde nunca esteve», «um trabalho de antigamente», «uma visita guiada», «uma festa ou tradição», «um passeio de carro» e «um momento de fé». Estão em primeiro lugar porque são a nossa ferramenta. Mas as outras 26 não precisam de equipamento nenhum.

2. Calendário de dias mundiais da saúde

O Dia Mundial da Doença de Alzheimer, o Dia Mundial da Saúde Mental, o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, o Dia Internacional da Pessoa Idosa, o Dia Mundial da Criança. São datas que as equipas querem assinalar, e que costumam ser lembradas na véspera.

O calendário reúne 31 dias, de outubro de 2026 a outubro de 2027, cada um com uma ideia de atividade concreta. Filtra-se por tema (envelhecimento, saúde mental, crianças e jovens, doença e prevenção, cuidar, música e dança), e o próximo dia aparece sempre em destaque, com a contagem dos dias que faltam.

Cada dia tem um botão para a agenda, e há outro para pôr todos de uma vez. O ficheiro abre no Google Calendar e no Outlook, e é gerado no próprio browser.

3. Ficha de história de vida

A ficha de história de vida é a ferramenta de que mais gostamos, porque é o ponto de partida de tudo o resto. Preenche-se com o utente e com quem o conhece bem: como gosta de ser chamado, de onde vem, o trabalho que fez, as pessoas importantes, as músicas, as comidas, os lugares, as rotinas, o que acalma e o que incomoda.

Tem duas versões: uma para adultos e pessoas mais velhas, e outra para crianças e jovens, com escola, amigos, passatempos e «o que ajuda quando tem medo».

Esta é a única ferramenta que não guarda nada, nem no próprio browser. São dados pessoais num computador que, numa instituição, é quase sempre partilhado. Preenche-se, imprime-se ou guarda-se em PDF, e a ficha fica com a instituição, que é quem responde por ela à luz do RGPD.

Com os óculos RVer, a ficha tem um uso direto: a pessoa nasceu na Nazaré, e a equipa pode levá-la ao mar.

4. Planeador semanal

O planeador semanal monta a semana de atividades um dia de cada vez. Toca-se no dia, depois na manhã ou na tarde, e depois nas atividades: as do gerador, com a Sessão RVer em destaque. Também se pode arrastar, para mudar a ordem, para passar uma atividade da manhã para a tarde, ou da lista diretamente para o dia.

Há um botão para repetir um dia de segunda a sexta, que é como muitas semanas se constroem. A semana fica guardada no browser (não tem dados pessoais), e ao imprimir sai a semana inteira numa tabela, pronta a afixar.

5. Checklist de higiene

A checklist de higiene é para o equipamento que passa de mão em mão: óculos RVer, tablets e auscultadores. Para cada um, os passos de antes de começar, entre utentes e no fim do dia, com caixas para ir marcando.

Com a opção «utente imunodeprimido» acrescentam-se os passos extra, como a capa individual ou o equipamento acabado de limpar. Nos óculos RVer há duas regras que vêm do fabricante e que vale a pena ter afixadas: as lentes limpam-se só com um pano de microfibra seco, sem líquidos nem álcool, e o equipamento nunca fica ao sol.

A checklist não substitui o protocolo da instituição: o produto de limpeza é o aprovado pela Comissão de Controlo de Infeção, e em caso de dúvida é esse protocolo que manda.

O que estas ferramentas não fazem

Nenhuma destas ferramentas avalia, mede ou diagnostica. Não há escalas, pontuações nem registos clínicos. São apoio à organização do trabalho da equipa, e não substituem orientação clínica nem o plano individual de cuidados.

E o RVer?

As ferramentas são gratuitas e continuam a ser, use-se ou não o RVer. Mas foram feitas por quem faz o RVer, e ligam-se a ele com naturalidade: a ficha diz onde a pessoa cresceu, o calendário dá o tema, o planeador marca a hora, a checklist prepara os óculos. O resto é a sessão, com a equipa ao lado.

Falta uma ferramenta à sua equipa? Diga-nos. As próximas vão sair das sugestões de quem está no terreno.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não. As três acontecem, e a última também é útil.

Falar com a equipa →

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