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Dia do Acesso à Informação: o que a família pode saber sobre uma sessão

«O que é que a minha mãe viu hoje?» É uma pergunta simples. Merece uma resposta que não seja «não sei».

Tema
Plataforma RVer
Leitura
2 min de leitura
Publicado
28 de setembro de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

O Dia Internacional do Acesso Universal à Informação assinala-se a 28 de setembro. É um dia da UNESCO, pensado para o direito de cada pessoa a saber o que lhe diz respeito.

Numa instituição de saúde, esse direito tem uma forma muito concreta. Um filho chega ao lar ao fim da tarde e pergunta: «o que é que a minha mãe fez hoje?». Se a mãe teve uma sessão de realidade virtual, a resposta devia ser mais do que «esteve com os óculos».

O que fica registado

No RVer, cada sessão deixa um registo: quando aconteceu, quanto tempo durou e o que foi visto. É informação simples, e é essa a ideia.

O registo não avalia a pessoa, não lhe dá uma nota e não faz diagnósticos. Diz o que aconteceu, não o que significa. A leitura clínica (se a sessão correu bem, se vale a pena repetir) é da equipa, que estava na sala.

Explicar sem prometer

A tentação, ao falar com uma família, é enfeitar. «Fez-lhe muito bem», «ficou outra pessoa». Às vezes é verdade no momento. Mas uma frase dessas, repetida, transforma uma atividade numa promessa de resultado.

O que se pode dizer com segurança é mais útil: onde a pessoa «esteve», quanto tempo, como reagiu enquanto a equipa observava. «Pediu para ver o mar outra vez» diz mais a um filho do que «fez-lhe bem».

Quem pode ver o quê

Os dados de uma sessão dizem respeito à pessoa que a fez. O acesso segue as mesmas regras de qualquer outra informação de saúde da instituição: a própria pessoa, ou quem a representa legalmente, tem direito a saber o que está registado sobre si, nos termos do RGPD.

O que a instituição decide é o circuito: quem da equipa consulta os registos e como se partilha a informação com a família. Vale a pena decidi-lo antes da primeira pergunta, e não no momento em que ela é feita.

Uma regra simples

Se a família pergunta, responde-se. Com o que aconteceu, dito com clareza, sem esconder e sem enfeitar. É isso, no fundo, o acesso à informação: não é um formulário, é uma conversa honesta ao fim da tarde.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não. As três acontecem, e a última também é útil.

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