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«Quem sentir desconforto tira e diz»

Demos hoje formação certificada a futuros terapeutas ocupacionais, a duzentos metros do hospital onde o sistema já é usado.

Tema
Plataforma RVer
Leitura
4 min de leitura
Publicado
22 de setembro de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

O último slide não era um resumo. Era uma instrução de segurança.

Hoje de manhã, na Escola Superior de Saúde da Universidade de Leiria e Oeste, demos uma formação a futuros terapeutas ocupacionais: «RVer — Realidade Virtual na (re)habilitação de crianças a idosos». Gratuita, certificada, organizada pelo aTOPlab — Assistive Technology and Occupational Performance Laboratory — com a licenciatura em Terapia Ocupacional.

A sala tinha cinquenta lugares. Apareceram sessenta pessoas.

O slide que interessa

Sala de aula com um ecrã grande onde se lê «Obrigado», e duas pessoas na assistência vistas de costas.
Escola Superior de Saúde da Universidade de Leiria e Oeste, Campus 5, 22 de setembro de 2026. Slide 26 de 26.

Está lá escrito:

Perguntas, e agora quem quiser experimentar um pouco do sistema, vamos a isso. Quem sentir desconforto tira e diz.

Três decisões em duas linhas, e nenhuma é de marketing.

A demonstração vem no fim. Primeiro explica-se o que a coisa é, onde encaixa e o que não faz. Quem põe os óculos primeiro passa o resto da sessão a falar do efeito, e não do trabalho.

Experimenta quem quer. Numa sala com sessenta pessoas há sempre quem não queira, e ninguém tem de justificar porquê.

Quem sentir desconforto tira e diz. É a parte que mais vezes se omite. Uma pessoa com óculos de realidade virtual não vê o resto da sala e não sabe se pode interromper — por isso diz-se-lhe, antes, que pode. Numa aula, isto é boa educação. Numa sessão com um utente, é prática clínica: o conforto não é um pormenor da experiência, é a primeira decisão que se toma.

Porque é que isto se faz numa escola de saúde

Porque quem conduz uma sessão com o RVer não somos nós. É a equipa clínica.

O sistema é gerido à distância, o conteúdo fica no equipamento, e a sessão corre sem depender de ligação à internet. Nada disso é a parte difícil. A parte difícil é a que não se resolve com software: escolher um cenário para uma pessoa em concreto, perceber quando parar, e encaixar vinte minutos de sessão num turno que já está cheio.

Isso aprende-se com quem estuda terapia ocupacional, e ensina-se a quem a vai praticar. Daí a formação ser com o aTOPlab e com a licenciatura, e não uma apresentação comercial numa sala emprestada.

O hospital fica ao lado

O Campus 5 não é o pólo principal da universidade: fica afastado, porta com porta com o Hospital de Leiria.

Nos Cuidados Paliativos da ULS Leiria o sistema é usado com utentes — foi o que a SIC e o Jornal de Leiria mostraram em 2024.

Dar formação a futuros terapeutas a duzentos metros do serviço onde o sistema já está a ser usado não é coincidência bonita: é a única forma de isto não ficar a ser uma tecnologia à procura de um problema. Quem vai usar está do outro lado da rua.

O que uma aula destas nos dá

Perguntas de quem vai usar aquilo.

Não são as perguntas de quem compra — essas já as conhecemos. São as de quem vai ter o equipamento na mão a meio de uma tarde, com um utente à frente e outro à espera. Cada uma delas é uma coisa a tornar mais simples, e a lista que sai de uma manhã destas vale mais do que uma semana a adivinhar em Leiria.

Foi a segunda vez que levámos o sistema a uma instituição de ensino. A primeira foi no ISLA Santarém, em junho de 2024. Se houver uma terceira, contamos essa também.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não — as três acontecem, e a última também é útil.

Falar com a equipa →

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