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Setembro Dourado: o que muda numa sessão quando o utente é uma criança

Uma sessão com uma criança não é uma sessão de adulto em ponto pequeno.

Tema
Contextos clínicos
Leitura
2 min de leitura
Publicado
20 de setembro de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

Setembro é o mês internacional de sensibilização para o cancro pediátrico — o Setembro Dourado, pela cor da fita. É o mês em que se fala de crianças que passam meses em hospitais, entre tratamentos, análises e esperas.

A realidade virtual aparece muitas vezes nessas conversas, quase sempre pela mesma porta: a distração durante procedimentos. Não é disso que queremos falar aqui — não fazemos alegações sobre dor nem sobre ansiedade. Queremos falar do que muda na própria sessão quando quem põe os óculos é uma criança.

Quem decide são duas pessoas

Com um adulto há um consentimento. Com uma criança há dois: o dos pais ou representantes, e o assentimento da própria criança.

O segundo não é uma formalidade. Uma criança que diz que sim porque os adultos à volta querem que diga sim não está a escolher. Perguntar-lhe de outra maneira — «queres ver o mar ou preferes ficar a desenhar?» — e aceitar a resposta faz parte da sessão.

O equipamento tem idade mínima

Os fabricantes de óculos de realidade virtual definem uma idade mínima de utilização e indicam como ajustar o equipamento a caras mais pequenas. Antes de qualquer sessão pediátrica, confirma-se o que o fabricante indica para o modelo em uso — e isso decide, antes de qualquer outra coisa, se a sessão acontece.

Mais curta, e com alguém a segurar a mão

As sessões com crianças são mais curtas. A atenção é outra, o cansaço de um dia de hospital é outro, e o objetivo não é aguentar até ao fim.

E há sempre um adulto conhecido na sala — um pai, uma mãe, a enfermeira de referência. Uma criança com óculos não vê quem está ao lado. Saber que a mão que segura a dela é a mesma de antes de pôr os óculos é o que torna a sessão segura para ela.

A criança escolhe o conteúdo

Dentro do que a equipa considera adequado, quem escolhe é a criança. Os animais, a praia, a neve que nunca viu. Poder escolher alguma coisa, num sítio onde quase tudo é decidido por outros, conta.

Crianças a idosos, mas não da mesma maneira

O RVer é usado de crianças a idosos. Isso não quer dizer que a sessão seja igual para todos — quer dizer que as regras de cada idade estão escritas antes de a sessão começar.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não — as três acontecem, e a última também é útil.

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