A 20 de novembro assinala-se o Dia Internacional dos Direitos da Criança. Em 2026 calha numa sexta-feira, e muitas escolas, hospitais e instituições vão preparar atividades nessa semana.
Este artigo fala de um sítio onde os direitos da criança se notam muito: o hospital.
O que é o Dia Internacional dos Direitos da Criança
A 20 de novembro de 1989, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a Convenção sobre os Direitos da Criança, o tratado de direitos humanos mais ratificado do mundo. Portugal ratificou-a em 1990. A UNICEF chama-lhe também Dia Mundial da Criança, que não se confunde com o 1 de junho que se festeja em Portugal.
O tema de 2026 ainda não foi publicado à data deste artigo; a UNICEF anuncia-o mais perto do dia, na página oficial.
Os direitos da criança no hospital
Em Portugal, o Instituto de Apoio à Criança divulga a Carta da Criança Hospitalizada, baseada na carta europeia aprovada em Leiden em 1988. Entre outras coisas, diz que a criança deve:
- ter os pais, ou quem os substitua, junto dela;
- receber informação adaptada à idade e à compreensão;
- não passar por exames ou procedimentos evitáveis, e ter a dor e o medo reduzidos ao mínimo possível;
- ter oportunidade de brincar, de se distrair e de continuar a aprender;
- estar num ambiente pensado para crianças, com a privacidade respeitada.
Nenhum destes pontos é um extra. São a forma como uma criança atravessa um internamento sem que ele lhe ocupe a vida toda.
Brincar não é um intervalo do tratamento
Uma criança internada continua a ser uma criança. Brincar é como ela percebe o que se passa, como mostra o que sente e como recupera algum controlo num sítio onde quase tudo é decidido por outros. Quem trabalha em pediatria sabe-o há muito: as salas de atividades, os educadores e os palhaços de hospital estão lá por isso.
Os minutos antes de um procedimento
Há momentos em que dois destes direitos se juntam: a informação e a dor reduzida ao mínimo. A espera antes de uma punção, de uma colheita, de um penso. Explicar o que vai acontecer, deixar a criança escolher alguma coisa, ter os pais por perto: tudo isso ajuda, e não depende de tecnologia.
A distração é uma das ferramentas estudadas nesses minutos, e a realidade virtual é uma das formas de distração investigadas em pediatria (estudos sobre crianças e jovens).
Uma ideia para o dia 20
O nosso calendário de dias mundiais sugere, na pediatria, um mural em que cada criança desenha um direito que acha importante. É uma forma de lhes perguntar, e não só de lhes dizer.
Onde entra o RVer
O RVer é um sistema de realidade virtual usado em hospitais e instituições, com uma biblioteca de vídeos 360° filmados em lugares reais. Em pediatria usa-se a partir dos 10 anos (realidade virtual em pediatria). A criança escolhe o sítio, os pais veem no tablet o que ela está a ver, e a sessão acaba quando ela quer.
É conduzido pelo profissional, e quem decide se faz sentido, e quando, é a equipa que segue a criança. Não substitui a preparação, a presença dos pais nem nenhum cuidado.
Em resumo
- 20 de novembro de 2026, uma sexta-feira: Dia Internacional dos Direitos da Criança.
- Marca a aprovação da Convenção sobre os Direitos da Criança, em 1989.
- No hospital, a Carta da Criança Hospitalizada põe esses direitos em prática: pais presentes, informação, dor e medo reduzidos, brincar.
- Os minutos antes de um procedimento são onde vários destes direitos se cumprem, ou não.
Perguntas frequentes
Quando é o Dia Internacional dos Direitos da Criança 2026?
A 20 de novembro de 2026, uma sexta-feira. A data assinala a aprovação da Convenção sobre os Direitos da Criança pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a 20 de novembro de 1989.
Qual é o tema do Dia Internacional dos Direitos da Criança 2026?
À data deste artigo, a UNICEF ainda não tinha publicado o tema de 2026; é anunciado mais perto do dia, na página oficial do Dia Mundial da Criança.
O que é a Carta da Criança Hospitalizada?
É o documento, divulgado em Portugal pelo Instituto de Apoio à Criança e baseado na carta europeia de 1988, que define os direitos da criança no hospital: ter os pais por perto, receber informação adaptada, ter a dor e o medo reduzidos ao mínimo e poder brincar e aprender.
A partir de que idade se usa realidade virtual no hospital?
No RVer, a partir dos 10 anos. Em cada caso, quem decide se uma sessão faz sentido é a equipa que segue a criança.
