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Dia Mundial do Turismo: o destino mais pedido é Fátima

A ONU Turismo escolheu o digital para tema deste ano. Há pessoas para quem ele é a única forma de viajar que resta.

Tema
Cuidados Paliativos
Leitura
2 min de leitura
Publicado
27 de setembro de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

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O Dia Mundial do Turismo assinala-se a 27 de setembro. Em 2026, a ONU Turismo escolheu como tema a agenda digital e a inteligência artificial ao serviço do turismo, e El Salvador é o país anfitrião.

Fala-se de reservas automáticas, de guias virtuais, de roteiros feitos por algoritmos. É o turismo de quem ainda viaja, a ficar mais digital.

Há pessoas para quem o digital não é uma tendência. É a única forma de viajar que lhes resta.

Quem não pode ir

Uma pessoa acamada, uma pessoa internada há semanas, alguém num lar que já não consegue fazer uma viagem de carro. O turismo, para elas, acabou, não por falta de vontade, mas porque o corpo deixou de acompanhar.

Para estas pessoas, uma sessão de realidade virtual pode levar a um sítio durante vinte minutos. Não é o mesmo que ir. Nunca vamos dizer que é.

O destino mais pedido

Quando os Cuidados Paliativos de Leiria começaram a usar o sistema, a SIC foi ver e contou qual era o lugar mais pedido. Era Fátima.

Não era uma praia tropical, nem Paris, nem uma montanha nevada. Era um sítio a meia hora de Leiria, que muitas daquelas pessoas já tinham visitado dezenas de vezes.

O que isto diz sobre viajar

O turismo de catálogo vende o novo: o sítio onde nunca se esteve. No fim da vida, a vontade costuma ir no sentido contrário. As pessoas pedem para voltar: à igreja onde casaram, à praia dos verões da infância, ao santuário onde se fez uma promessa.

É por isso que, num contexto clínico, a escolha do cenário não se faz por ser bonito. Faz-se por ter sentido para aquela pessoa, e é a equipa, com ela, que o descobre.

Um tema para o ano que vem

Se o turismo quer ser mais digital, podia também ser mais acessível: pensar em quem já não sai de casa, ou da cama, como parte do público. Não como caridade: como viajantes a quem só mudou a forma de ir.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não. As três acontecem, e a última também é útil.

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