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Quanto custa e o que rende: o guia do ROI da realidade virtual em saúde

O preço do equipamento é a parte fácil da conta. Esta página é o ponto de partida: as três contas diferentes, o custo que ninguém soma, e o que não se consegue provar.

Tema
Adoção e custos
Leitura
8 min de leitura
Publicado
4 de junho de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

Atualizado a 16 de agosto de 2026.

Quando uma instituição avalia adotar realidade virtual para uso clínico, a primeira pergunta costuma ser «quanto custa?». É a pergunta errada para começar — ou, pelo menos, é meia pergunta. O preço do equipamento é a parte mais fácil e mais visível da conta.

Esta página é o ponto de partida do tema: o que entra no custo, onde está o retorno em cada contexto, e o que não se consegue provar. Cada secção aponta para o artigo que a desenvolve.

Primeiro: não há uma conta, há três

O erro mais comum é aplicar a aritmética de um hospital a uma casa que não é um hospital. As alavancas são diferentes, e algumas simplesmente não existem:

Contexto O que domina a conta Onde aprofundar
Hospital e clínica tempo de procedimento, sedação, faltas e cancelamentos onde está a poupança
Lar residencial ocupação, tempo de equipa por atividade quanto rende num lar
Qualquer um o que a evidência económica sustenta o ROI que não se consegue provar

Num lar não há bloco operatório nem sedação para evitar. Num hospital, a taxa de ocupação de camas não se resolve com uma atividade. Começar pela conta certa poupa meia reunião.

O custo total, linha a linha

O preço da solução — equipamento e subscrição — é a linha que toda a gente vê. As outras quatro são as que decidem se o investimento se paga:

  • Tempo de equipa. É a maior de todas e a mais esquecida. Uma sessão são cerca de cinco minutos para escolher e colocar o equipamento, mais o tempo de sessão. Multiplicado pelo custo-hora real da vossa equipa, é o custo recorrente que conta.
  • Higiene entre utilizações. Rotina curta, mas existe e consome minutos. Está descrita em higiene e segurança do equipamento.
  • Formação inicial. Quanto tempo até a equipa estar operacional sem supervisão. Se for muito, o equipamento fica na arrecadação.
  • Espaço e logística. Onde fica, quem o prepara, como circula entre pisos ou serviços.

Quanto maior o atrito em cada um destes pontos, maior o custo real — independentemente do preço na fatura.

O retorno mede-se no uso, não na compra

Um equipamento comprado e pouco usado tem retorno zero, por muito boa que seja a tecnologia. É por isso que a métrica que melhor prevê o valor de uma instalação é a mais simples: sessões realizadas por semana.

Tudo o que aumenta o atrito — um cabo que falta, uma senha que ninguém sabe, uma rotina de higiene demasiado longa, depender da Wi-Fi do hospital — reduz o uso e, com ele, o retorno. Foi por isso que o conteúdo fica no equipamento e não depende da rede.

O que não entra na conta

Não conte com redução de medicação, menos quedas ou melhoria clínica. Não há ensaios que sustentem essas linhas para o nosso produto, e apresentá-las num caderno de encargos constrói um caso que não sobrevive à primeira pergunta difícil de quem avalia.

A literatura económica sobre realidade virtual em saúde é escassa: dos 87 estudos da nossa biblioteca pública, oito são de custos e retorno, e todos de contextos muito específicos. Porque é que os números deles não são os vossos está explicado em o ROI que não se consegue provar.

Como provar antes de comprar

Um piloto de três meses responde melhor do que qualquer folheto, desde que se decida antes o que se vai contar. Quatro métricas chegam: sessões realizadas, quem participou que antes não participava, tempo real da equipa por sessão, e recusas ou interrupções.

Nenhuma é clínica — de propósito. Um piloto responde a perguntas de implementação e não responde a eficácia. Como o desenhar está em como correr um piloto, e como escrever os requisitos sem pedir coisas que não existem está em o caderno de encargos.

E se o orçamento não chega este ano

Há mais do que uma via, e nem todas exigem investimento inicial. As opções — orçamento corrente, apoios, alternativas ao investimento — estão em como financiar.

Em resumo

Se é… Comece por
Hospital ou clínica as quatro alavancas de poupança
Lar residencial a conta da ocupação
Quem vai a concurso o caderno de encargos
Quem tem de justificar à direção o piloto de três meses

Nada nesta página é uma alegação de eficácia. O registo de dispositivo médico Classe I (Infarmed) cobre o produto base e diz respeito a conformidade regulamentar, não a desempenho clínico. As decisões sobre o plano de cuidados são sempre da equipa clínica.

O RVer é um sistema de realidade virtual para uso clínico concebido para ambientes de saúde, cujo produto base está registado como Dispositivo Médico Classe I no Infarmed (CDM 94571546) e ostenta marcação CE ao abrigo do MDR 2017/745. Os módulos RVer Motion, RVer Neuro e RVer Exposure estão em desenvolvimento e não estão abrangidos por esse registo.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não — as três acontecem, e a última também é útil.

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