Quanto custa e o que rende: o ROI da realidade virtual terapêutica numa instituição de saúde
Avaliar o investimento em realidade virtual terapêutica não é olhar só para o preço do equipamento. É perguntar quanto valor gera por cada vez que é usado.
Quando uma instituição de saúde avalia adotar realidade virtual terapêutica, a primeira pergunta costuma ser "quanto custa?". É a pergunta errada para começar — ou, pelo menos, é incompleta. O preço do equipamento é a parte mais fácil e mais visível da conta. O que decide o valor real é outra coisa: quanto é usado e quanto gera de cada vez.
Custo não é só preço
O custo total de uma solução vai além da etiqueta. Inclui:
- Logística de uso — onde fica, quem o prepara, como circula.
- Manutenção e higiene — rotinas de limpeza e o tempo que consomem.
- Formação da equipa — quanto esforço até estar operacional.
Quanto maior o atrito em cada um destes pontos, maior o custo real de manter a solução viva. Por isso a simplicidade de operação não é só conforto — é economia direta.
O retorno mede-se no uso
Uma verdade incómoda em saúde: muito equipamento caro acaba esquecido num armário. Esse é o pior cenário de ROI — todo o custo, nenhum retorno. O valor de uma ferramenta é proporcional à frequência com que é, de facto, usada.
Um equipamento barato e muito usado gera mais valor do que um caro que ninguém liga. Adoção é a variável que mais pesa no retorno.
Onde está o valor
O retorno da RV terapêutica não aparece numa única linha de orçamento. Distribui-se por várias:
- Experiência do doente — momentos difíceis tornados mais toleráveis, com impacto na perceção de qualidade do serviço.
- Abordagem não farmacológica — uma alternativa complementar em situações onde, clinicamente, faz sentido reduzir o recurso a fármacos.
- Carga evitada à equipa — um doente mais calmo significa procedimentos mais fáceis e menos tensão à cabeceira.
Nota importante: a realidade virtual terapêutica é uma abordagem complementar, usada sob supervisão de profissionais de saúde e integrada no plano de cuidados. Qualquer decisão clínica — incluindo reduzir abordagens farmacológicas — cabe sempre à equipa de saúde, não à tecnologia.
O papel do RVer
O RVer é um sistema de terapia imersiva por realidade virtual concebido para ambientes de saúde e certificado como Dispositivo Médico Classe I pelo Infarmed, em conformidade com o regulamento europeu MDR 2017/745. Foi desenhado para baixar o atrito que mata o ROI: simples de operar e de gerir pelas equipas, confortável para o doente e sem recolha de dados clínicos do paciente.
O melhor retorno em saúde vem das ferramentas que a equipa consegue, de facto, usar todos os dias — não das que ficam guardadas a perder valor.
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