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Quanto rende num lar? A conta de ROI que um hospital não faz

A conta do hospital — sedação evitada, tempo de bloco — não existe num lar. A variável que decide tudo é outra, e provavelmente já a conhece de cor.

Tema
Adoção e custos
Leitura
7 min de leitura
Publicado
16 de agosto de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Quase tudo o que está escrito sobre o retorno da realidade virtual em saúde foi escrito a pensar num hospital: sedação evitada, tempo de bloco, procedimentos mais curtos. Num lar, nada disso existe. Não há bloco, não há anestesista, não há procedimento para encurtar.

A conta de um lar é outra — e é mais simples de fazer, desde que se comece pela variável certa.

A variável que domina tudo: a ocupação

Num lar, a diferença entre um mês bom e um mês mau raramente está nos custos. Está numa cama vazia. Uma vaga por preencher representa uma mensalidade inteira que não entra, todos os meses em que ficar assim.

É por isso que a pergunta útil não é «quanto poupa este equipamento?», mas:

Isto ajuda a preencher uma vaga, ou a segurar uma família que está a comparar dois lares?

Se a resposta for sim uma vez por ano, a conta fecha-se sozinha com o valor da vossa mensalidade — não é preciso mais nenhuma alavanca. Se for não, nenhuma das outras linhas vai salvar o investimento.

Isto não é uma promessa: é onde a conta se decide. A família que visita três lares no mesmo mês decide por diferenças visíveis, e o que se mostra numa visita conta.

A segunda linha: tempo de equipa

A atividade individual tem um custo real e mensurável: o tempo de quem a conduz. Contando cerca de cinco minutos para escolher o cenário e colocar o equipamento, mais dez de sessão, são quinze minutos por residente.

Isso dá, com uma pessoa, doze a dezasseis sessões por semana sem desfazer o resto do plano. Multiplicado pelo custo-hora real da vossa equipa, é um número que sai da vossa folha de vencimentos e não da nossa.

A comparação relevante não é com «não fazer nada» — é com a atividade que ficaria no lugar desta.

A terceira: o que já se paga e passa a estar coberto

Vale a pena olhar para o que já sai do orçamento e pode ficar coberto:

  • animação contratada ao exterior que vem uma vez por semana;
  • material de estimulação comprado avulso todos os anos;
  • obras adiadas para uma sala que não existe (é aqui que entra a comparação com uma sala multissensorial);
  • horas extra em dias de chuva, quando o passeio é cancelado e é preciso inventar tarde.

A quarta: o que se mostra sem trabalho manual

Registo automático do que foi feito, com quem e durante quanto tempo. Não é poupança direta — é tempo de direção técnica que deixa de ser gasto a reconstruir memória para uma família, para uma auditoria ou para um relatório de atividades.

Um modelo de seis linhas

Preencha com os vossos valores. Não publicamos números que não controlamos, e os que interessam aqui são todos vossos:

Linha O que preencher
1. Mensalidade média valor de uma vaga, por mês
2. Vagas por preencher média dos últimos 12 meses
3. Custo-hora da equipa de quem vai conduzir as sessões
4. Sessões por semana 12 a 16 é o ritmo com uma pessoa
5. Custo já existente animação externa e material que passa a estar coberto
6. Custo da solução equipamento e subscrição, por mês

A conta que interessa é: (1) × (probabilidade de segurar uma vaga) + (5) − (3 × horas) − (6). Se a linha 1 for suficientemente grande — e num lar é quase sempre —, o resto do modelo é detalhe.

O que não se pode contar

Não conte com redução de medicação, com menos quedas ou com melhoria clínica. Não temos ensaios que sustentem isso para o nosso produto, e apresentar qualquer dessas linhas num caderno de encargos é construir um caso que não sobrevive à primeira pergunta difícil.

O que se pode contar é o que se mede na casa: sessões realizadas, quem participou que antes não participava, tempo real da equipa, e o que a família diz na visita seguinte.

A realidade virtual em contexto de lar é uma atividade de conforto, estimulação e bem-estar, conduzida por profissionais ou cuidadores com formação. Não é tratamento, não substitui avaliação clínica nem terapêutica prescrita, e nenhuma linha deste modelo deve ser apresentada como benefício clínico.

O RVer é um sistema de realidade virtual para uso clínico concebido para ambientes de saúde, cujo produto base está registado como Dispositivo Médico Classe I no Infarmed (CDM 94571546) e ostenta marcação CE ao abrigo do MDR 2017/745. Os módulos RVer Motion, RVer Neuro e RVer Exposure estão em desenvolvimento e não estão abrangidos por esse registo.

Sobre onde as sessões entram na semana, ver o plano de atividades de um lar. Sobre a conta feita do lado do hospital, ver onde está a poupança.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não — as três acontecem, e a última também é útil.

Falar com a equipa →

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