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Onde está a poupança: as quatro alavancas de custo em hospitais e clínicas

A poupança não é uma propriedade da tecnologia — é do vosso serviço. Há quatro sítios onde pode estar, cada um com uma condição. Se nenhuma se aplicar, não está lá.

Tema
Adoção e custos
Leitura
8 min de leitura
Publicado
14 de julho de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Atualizado a 16 de agosto de 2026.

«Onde está a poupança?» é a pergunta certa, e merece uma resposta que não seja um número inventado. A resposta honesta é que a poupança não é uma propriedade da tecnologia — é uma propriedade do vosso serviço. Há quatro sítios onde ela pode estar. Se nenhum deles se aplicar à vossa casa, não está lá, e mais vale sabê-lo antes de comprar.

Esta página faz parte do guia do ROI e trata do lado do hospital e da clínica. Para um lar, a conta é outra e está em quanto rende num lar.

Alavanca 1 — Procedimentos que hoje exigem sedação

É a alavanca com o custo unitário mais alto: um procedimento sedado consome fármaco, tempo de anestesia, vigilância na recuperação e, muitas vezes, um acompanhante que fica o dia todo.

A literatura que estuda isto trabalha sobretudo em imagiologia pediátrica e em procedimentos curtos com distração. A condição para haver poupança é simples: essas pessoas teriam mesmo sido sedadas. Se no vosso serviço já se faz a maioria dos exames sem sedação, o custo evitado não existe — não porque a distração falhe, mas porque não havia despesa a evitar.

Alavanca 2 — Tempo de procedimento e interrupções

Um doente calmo colabora, mexe-se menos, obriga a menos repetições. Onde isto conta é em salas cujo custo por minuto é alto e cuja agenda é o constrangimento — imagiologia, dentária, tratamento de feridas.

A pergunta a fazer é: quantos minutos por sessão, quantas sessões por dia, e o minuto de sala custa quanto? Sem esses três valores, qualquer estimativa é conversa.

Alavanca 3 — Faltas, cancelamentos e desistências

Esta é a mais subestimada. Uma consulta ou exame que não acontece porque a pessoa não apareceu — ou porque entrou em pânico à porta — custa o slot inteiro. Em ressonância magnética e em consultas de dentária, o medo é uma causa reconhecida de não comparência.

Aqui a conta é fácil de fazer com dados que já têm: taxa de não comparência, custo do slot, e a fração dessa taxa que é atribuível a ansiedade ou claustrofobia.

Alavanca 4 — Adesão em programas longos

Em reabilitação, o problema raramente é a primeira sessão: é a décima. Um programa abandonado a meio consome recursos e não produz o desfecho que justificava o gasto. O que a literatura de reabilitação em realidade virtual mais reporta é adesão e envolvimento — mais sessões completadas, não necessariamente melhor resultado clínico.

A quinta, que não é poupança

Experiência do doente, diferenciação, satisfação da família, atratividade para profissionais. É valor real e muitas vezes é o que decide a compra — mas não é uma linha de custo evitado, e apresentá-la como tal num caderno de encargos enfraquece o resto do argumento.

Um modelo que se aguenta

Para cada alavanca que se aplique ao vosso serviço:

custo unitário evitado × frequência real × probabilidade de evitar

A terceira parcela é a que quase toda a gente esquece, e é a que separa uma estimativa defensável de um folheto. Se não souber estimar a probabilidade, meça-a: é exatamente para isso que serve um piloto.

Alavanca Aplica-se se…
Sedação os doentes em causa seriam sedados
Tempo de sala o minuto de sala é caro e a agenda é o constrangimento
Faltas a taxa de não comparência tem causa ansiosa identificável
Adesão há programas longos com abandono conhecido

Antes de usar qualquer número destes

Os valores publicados noutros países e noutros sistemas não transferem — mudam a população, o comparador e quem paga o quê. Está explicado em o ROI que não se consegue provar, e é a leitura recomendada antes de escrever qualquer poupança num documento que alguém vai avaliar. Como medir o que é vosso está em como correr um piloto.

Nada nesta página é uma alegação de eficácia clínica nem uma promessa de poupança. São alavancas a verificar em cada serviço, com os dados desse serviço. O registo Classe I (Infarmed) cobre o produto base e diz respeito a conformidade regulamentar, não a desempenho.

O RVer é um sistema de realidade virtual para uso clínico concebido para ambientes de saúde, cujo produto base está registado como Dispositivo Médico Classe I no Infarmed (CDM 94571546) e ostenta marcação CE ao abrigo do MDR 2017/745. Os módulos RVer Motion, RVer Neuro e RVer Exposure estão em desenvolvimento e não estão abrangidos por esse registo.

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Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não — as três acontecem, e a última também é útil.

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