O que a peça conta
A jornalista Daniela Franco Sousa escreve sobre a Amplified Creations (empresa de Leiria, fundada em 2015, cinco pessoas) e sobre o RVer, o sistema de realidade virtual para uso clínico que registámos no INFARMED e na EUDAMED como dispositivo médico. A peça resume os três usos que o sistema tem no terreno: conforto e distração durante procedimentos, redução da ansiedade antes de exames, e atividade de estimulação com residentes de lares.
É a mesma descrição que usamos nas propostas. Não há aqui nenhuma novidade a anunciar, e é isso que nos agrada na peça.
A frase que interessa
Da notícia: «Quem conduz a sessão é sempre um profissional de saúde da própria instituição.»
Se houvesse uma só linha a sair daqui para fora, era esta. O RVer não é um leitor de vídeo 360° que se entrega a um utente e se deixa a andar. É um sistema clínico assistido: a equipa de saúde da instituição escolhe o conteúdo, conduz a sessão, para quando é preciso parar, e regista. O equipamento é o menos interessante do conjunto.
Daí vem também aquilo que o sistema não faz. Não trata, não diagnostica, não avalia, e não substitui cuidado médico nenhum. É um complemento não farmacológico, sempre sob supervisão da equipa de saúde.
Onde estamos, ao certo
A peça fala em expansão nacional e internacional, e isso é verdade: é o plano. Sobre a geografia atual, o mapa é este: a sede é em Leiria, há um espaço da empresa em Lisboa para reuniões, e a instalação e a formação fazem-se à distância. Quanto aos clientes, as instituições que usam o sistema estão espalhadas por vários pontos do país e não se concentram numa região, ainda que hoje fiquem todas de Lisboa para cima. As reuniões são por vídeo e o sistema fica instalado na própria instituição, por isso a geografia condiciona pouco quem pode trabalhar connosco.
Não é a primeira vez
Vale a pena ver isto em série, e não como notícia avulsa:
- 2022: o Jornal de Leiria acompanha os utentes da Casa das Janelas Verdes, em Alpedriz. O sistema ainda não tinha o nome que tem hoje.
- 2024: a SIC Notícias e o Jornal de Leiria vão aos Cuidados Paliativos de Leiria. O destino mais pedido é Fátima. Nesse mesmo mês, o Diário de Leiria publica a sua própria peça em papel: «Utentes dos Cuidados Paliativos viajam sem sair do lugar».
- 2026: a peça de hoje, já com o registo de dispositivo médico feito.
Quatro anos entre a primeira reportagem e esta. Foi o tempo que levou a transformar uma coisa que funcionava numa coisa que se pode instalar, documentar e defender perante um regulador.
Ler a peça
Amplified Creations aplica realidade virtual na saúde, Jornal de Leiria, 19 de setembro de 2026.
Notícias não são evidência clínica. O que existe de estudos sobre realidade virtual em contexto de saúde está reunido, com as ressalvas todas, na nossa biblioteca de estudos.
Perguntas frequentes
O RVer é um dispositivo médico?
A biblioteca de vídeo, que é o produto base, está registada como Dispositivo Médico Classe I no INFARMED (n.º CDM 94571546) e na EUDAMED (Basic UDI-DI 56006195127RVERTZ), com marcação CE ao abrigo do MDR 2017/745. Os módulos RVer Motion, RVer Neuro e RVer Exposure estão em desenvolvimento e não estão abrangidos por esse registo.
Quem conduz as sessões de realidade virtual?
Um profissional de saúde da própria instituição. A equipa escolhe o conteúdo, conduz a sessão e interrompe-a quando é preciso. Não colocamos pessoal nosso a conduzir sessões clínicas.
