A NIS2 é hoje um dos primeiros pontos de qualquer conversa com um departamento de sistemas de informação na saúde. E com razão: a diretiva alargou o universo de entidades abrangidas, subiu o nível de exigência técnica e, a parte que mais muda o dia a dia, responsabilizou as entidades pela segurança da sua cadeia de fornecimento.
Ou seja: a partir do momento em que um equipamento da RVer entra numa instituição abrangida, a postura de segurança da RVer deixa de ser um assunto só nosso. Passa a ser um item do vosso dossiê.
Este artigo responde à pergunta como ela costuma ser feita: em que estado está a RVer?
O estado, em duas frases
A plataforma RVer cumpre os requisitos técnicos aplicáveis do regime. Uma parte dos requisitos da NIS2, porém, é organizacional e não técnica, e essa parte não pertence a nenhum fornecedor: pertence à instituição. Sobre essa, o que fazemos é recomendar, documentar e apoiar.
Essa distinção é a coisa mais útil que podemos trazer para a reunião, e é o resto deste artigo.
Do nosso lado: as medidas técnicas
Por razões evidentes não publicamos configurações, versões ou detalhes de implementação: descrever a fechadura em público é trabalhar contra o objetivo. Na generalidade, e é isto que consta da documentação que entregamos:
- Os dados são cifrados, em trânsito e em repouso. As cópias de segurança são igualmente cifradas, e a chave de recuperação não vive na mesma infraestrutura que protege.
- Autenticação forte obrigatória em todos os acessos administrativos, com segundo fator. Sem exceções por conveniência.
- Menor privilégio por perfil: cada utilizador vê e faz apenas o que a sua função exige.
- Registo de auditoria de acessos, alterações e operações sensíveis, com quem, quando e o quê.
- Proteção contra tentativas de acesso abusivas, com bloqueio automático.
- Infraestrutura e dados em jurisdição europeia, incluindo as cópias de segurança.
- Atualizações e correções de segurança aplicadas de forma controlada, com procedimento de reposição.
Nada disto é vendido como um selo. É a linha de base que consideramos mínima para pôr equipamento dentro de uma instituição de saúde.
Os dados do utente não saem do equipamento
Esta é, na prática, a resposta que resolve metade das reuniões de segurança.
Nenhum dado de utilização do utente sai do equipamento. O registo de sessão, as estatísticas de atividade, as leituras associadas a uma pessoa: tudo isso fica no equipamento e dentro do perímetro da instituição. Não é enviado para a RVer, não alimenta nenhum painel nosso e não existe do nosso lado.
O que efetivamente circula são duas coisas, e só duas:
- Informação técnica para atualização e suporte remoto do equipamento: estado do dispositivo, versões, diagnóstico de falhas. É o que permite manter uma frota atualizada sem deslocar alguém a cada sala.
- Dados agregados sobre o funcionamento do produto, que usamos para o melhorar: como se comporta, onde falha, o que é lento.
Nenhuma destas categorias inclui conteúdo clínico de uma sessão nem leituras associadas a um utente identificado.
O efeito prático para o vosso encarregado de proteção de dados é simples: a instituição é a responsável pelo tratamento desses dados e a RVer não fica com uma cópia deles. A superfície de risco que teria de ser avaliada, negociada e monitorizada... não chega a existir.
Do vosso lado: o que a NIS2 não deixa delegar
Esta é a parte que às vezes apanha as instituições de surpresa. Uma parte substancial da NIS2 não é sobre tecnologia, é sobre governação. E não há fornecedor no mercado que a possa cumprir por vocês:
- Responsabilidade do órgão de gestão: a direção responde pelas medidas, e tem de as conhecer.
- Análise de risco e política de segurança da própria organização.
- Gestão de acessos e do ciclo de vida das contas: quem entra, quem sai, quem deixa de precisar. Nós damos as ferramentas; a política é vossa.
- Plano de resposta a incidentes e deveres de notificação, com prazos apertados e um destinatário definido.
- Continuidade de negócio e recuperação, incluindo os testes que provam que o plano funciona.
- Formação e sensibilização das pessoas que usam os sistemas.
- Gestão de risco da cadeia de fornecimento: na qual nós somos um dos itens a avaliar.
Sobre estes pontos, o que a RVer faz é sugerir e apoiar: entregamos as recomendações aplicáveis ao nosso equipamento, documentamos as nossas próprias medidas para o vosso processo de avaliação de fornecedores, e temos um canal definido para comunicação de incidentes que envolvam o nosso produto.
O que vos entregamos para o dossiê
Quando uma instituição nos pede a documentação de segurança, o que segue é:
- descrição das medidas técnicas aplicadas ao produto e à plataforma;
- localização e jurisdição dos dados, incluindo as cópias de segurança;
- que categorias de dados saem do equipamento, e, sobretudo, quais não saem;
- política de retenção e de eliminação;
- canal e prazos de contacto para incidentes de segurança;
- recomendações de configuração do lado da instituição (rede, contas, gestão do equipamento).
É material pensado para ser anexado ao vosso processo, não para ser lido como marketing.
Porque é que isto importa a quem compra
Um equipamento que obriga a abrir uma exceção de segurança custa muito mais do que o preço de tabela. Custa reuniões, custa um parecer, custa risco assumido por alguém que assina.
A posição da RVer foi construída para o caso contrário: dados de utente que não saem, cifra por omissão, autenticação forte obrigatória, jurisdição europeia e um registo de auditoria que responde à pergunta "quem fez o quê". O que fica por fazer fica do lado certo, o da governação da própria instituição, e nós dizemo-lo à partida, em vez de deixar que apareça na auditoria.
A plataforma RVer tem como produto base um Dispositivo Médico Classe I registado no INFARMED e na EUDAMED, com registo de sessões em conformidade com o RGPD.
Numa versão mais curta e prática para uma reunião: as oito perguntas da informática.
Perguntas frequentes
A RVer cumpre a NIS2?
A plataforma cumpre os requisitos técnicos aplicáveis do regime: cifra em trânsito e em repouso, autenticação forte obrigatória nos acessos administrativos, menor privilégio, registo de auditoria, proteção contra tentativas de acesso abusivas e dados em jurisdição europeia. Parte dos requisitos da NIS2 é organizacional (governação, resposta a incidentes, formação, gestão da cadeia de fornecimento) e pertence à instituição; sobre esses, a RVer recomenda, documenta e apoia.
Que dados do utente saem do equipamento?
Nenhum. O registo de sessão, as estatísticas de utilização e as leituras associadas a uma pessoa ficam no equipamento e dentro do perímetro da instituição. O que circula é informação técnica para atualização e suporte remoto do equipamento, e dados agregados sobre o funcionamento do produto para melhoria do serviço, sem conteúdo clínico de sessão e sem leituras associadas a um utente identificado.
Os dados estão cifrados?
Sim, em trânsito e em repouso, incluindo as cópias de segurança. Por razões de segurança não detalhamos publicamente configurações, versões ou implementação; a descrição das medidas é entregue às instituições para o seu processo de avaliação de fornecedores.
Onde ficam alojados os dados?
Em infraestrutura em jurisdição europeia, incluindo as cópias de segurança, que são igualmente cifradas.
Que obrigações NIS2 ficam do lado da instituição?
As organizacionais: responsabilidade do órgão de gestão, análise de risco e política de segurança, gestão de acessos e do ciclo de vida das contas, plano de resposta a incidentes e deveres de notificação, continuidade e recuperação, formação das pessoas, e gestão de risco da cadeia de fornecimento. Nenhum fornecedor as pode cumprir pela instituição; a RVer entrega as recomendações aplicáveis ao seu equipamento e a documentação das suas próprias medidas.
Que documentação de segurança recebemos?
Descrição das medidas técnicas, localização e jurisdição dos dados e das cópias de segurança, que categorias de dados saem e não saem do equipamento, política de retenção e eliminação, canal e prazos para comunicação de incidentes, e recomendações de configuração do lado da instituição.
