RVer Artigos · Conhecimento

Artigos / Adoção e custos

As oito perguntas que a informática do hospital vai fazer sobre realidade virtual

O serviço quer, a administração está aberta, e o processo vai à informática. É aí que muitos projetos morrem — não por rejeição, mas à espera de respostas que ninguém preparou.

Tema
Adoção e custos
Leitura
6 min de leitura
Publicado
16 de agosto de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Há um momento previsível na adoção de qualquer tecnologia num hospital: o serviço quer, a administração está aberta, e o processo vai à informática. É aí que muitos projetos morrem — não por rejeição, mas por ficarem à espera de respostas que ninguém preparou.

Vale a pena antecipar as perguntas. São quase sempre as mesmas oito.

1. «Isto vai ligar-se à nossa rede?»

A pergunta por trás é: quanta superfície nova é que isto me acrescenta?

Vale a pena separar duas coisas que se confundem. Uma é o equipamento precisar de internet durante a sessão — se precisar, uma falha de Wi-Fi interrompe um utente a meio, e isso é um problema clínico antes de ser informático. Outra é haver uma aplicação de gestão que corre na rede local.

No RVer, a reprodução de conteúdo corre inteiramente no equipamento e não precisa de internet durante a sessão. A app Companion abre no browser de qualquer PC ou tablet na mesma rede local, sem instalar nada e sem passar pela nuvem.

2. «Precisa de integração com o nosso sistema?»

Esta é a pergunta que a informática mais teme, porque integração significa projeto, e projeto significa meses.

A resposta certa, quando é verdade, é não. O RVer funciona de forma independente e não requer integração com sistemas hospitalares. Isso significa que não há interface a construir, não há mapeamento de identificadores e não há dependência de uma equipa que já está com trabalho a mais.

Se um fornecedor lhe disser que «integra com tudo», pergunte quanto tempo demora e quem paga.

3. «Que dados de doente é que isto guarda?»

A pergunta a fazer não é «cumprem o RGPD» — toda a gente diz que sim. É que dados concretos saem do equipamento, para onde, e com que fundamento.

No RVer, nenhum dado pessoal ou clínico do utente sai do equipamento. O que é enviado são estatísticas de utilização por dispositivo — que conteúdo correu, em que equipamento, quando — que não identificam ninguém. A atribuição de um utente a um equipamento acontece na rede local e não chega a servidor nenhum.

Isto tem uma consequência prática que a informática vai gostar: se não há dados pessoais a sair, o risco associado é muito menor, e a avaliação de impacto simplifica-se.

4. «Quem é o responsável pelo tratamento?»

A instituição. O RVer é fornecido a instituições de saúde, que são responsáveis pelos dados dos seus utentes. É a resposta que o encarregado de proteção de dados precisa de ouvir, e deve estar escrita no contrato, não numa conversa.

5. «E se a empresa desaparecer?»

Pergunta legítima e raramente feita a tempo. A resposta depende de uma coisa: o sistema funciona offline?

Se funcionar, o desaparecimento do fornecedor não desliga nada — cada equipamento continua a reproduzir a biblioteca que tem instalada. Se não funcionar, está a comprar uma dependência, e isso deve constar da avaliação de risco.

6. «Quem faz as atualizações, e quando?»

Interessa saber se as atualizações são obrigatórias, se podem ser adiadas, e se alguma vez forçam uma janela de indisponibilidade num serviço. Num equipamento que corre offline, uma atualização é uma operação planeada, não uma interrupção.

7. «Isto é um dispositivo médico? Muda alguma coisa para nós?»

Muda três coisas que a informática deve conhecer:

  • Existe documentação técnica e avaliação de risco que podem ser pedidas.
  • Existe um fabricante identificado e responsável.
  • Existe um caminho formal de comunicação de incidentes graves — ao fabricante e à autoridade competente.

O produto base do RVer está registado no Infarmed como dispositivo médico de Classe I, com o n.º CDM 94571546, e ostenta marcação CE ao abrigo do MDR 2017/745. Os módulos RVer Motion, RVer Neuro e RVer Exposure estão em desenvolvimento e não estão abrangidos por esse registo.

8. «Quem gere as contas?»

Não há contas de utilizador para os utentes. As definições do equipamento estão atrás de um menu protegido que os clientes não alcançam, e a configuração é feita na instalação. Menos contas é menos superfície.

Uma boa forma de testar um fornecedor: peça-lhe estas oito respostas por escrito, antes de haver reunião com a informática. Quem as tiver preparadas já passou por isto. Quem improvisar, vai improvisar também depois da compra.

Um resumo para colar no email

  • Reprodução offline; sem internet durante a sessão.
  • App de gestão em browser, rede local, sem instalação e sem nuvem.
  • Sem integração com sistemas hospitalares.
  • Nenhum dado pessoal ou clínico do utente sai do equipamento.
  • Responsável pelo tratamento: a instituição.
  • Dispositivo médico Classe I registado no Infarmed (CDM 94571546), com marcação CE (MDR 2017/745); módulos não abrangidos.
  • Sem contas de utente; definições protegidas.

Sobre segurança da própria plataforma escrevemos à parte em o estado da segurança na plataforma RVer, e sobre proteção de dados em privacidade e RGPD.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não — as três acontecem, e a última também é útil.

Falar com a equipa →

← Voltar aos artigos