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Dia Mundial dos Cuidados Paliativos 2026: a dor é o tema

O tema de 2026 é a dor, tratada no seu todo. É a ideia de dor total, e ajuda a perceber onde entra, e onde não entra, uma intervenção não farmacológica.

Quando10 de outubroFoi um sábado, em 2026.
Tema de 2026Pain Management: An Essential Part of Palliative CareGestão da dor: uma parte essencial dos cuidados paliativos.
Quem promoveAliança Mundial de Cuidados Paliativos (WHPCA)Fonte oficial ↗
Tema
Cuidados Paliativos
Leitura
5 min de leitura
Publicado
30 de setembro de 2026
Autoria
Pedro Thomaz
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

O Dia Mundial dos Cuidados Paliativos celebra-se no segundo sábado de outubro: em 2026, a 10 de outubro, o mesmo dia do Dia Mundial da Saúde Mental. A Worldwide Hospice Palliative Care Alliance escolheu como tema Pain Management: An Essential Part of Palliative Care, a gestão da dor como parte essencial dos cuidados paliativos.

A aliança justifica a escolha com a dor tratada no seu todo: física, psicológica, social e espiritual. É uma ideia com mais de meio século, e continua a ser a mais útil para pensar o tema.

A dor total

O conceito de dor total vem de Cicely Saunders, fundadora do movimento moderno dos cuidados paliativos. Numa doença grave, a dor raramente é só física: junta-se o medo, a solidão, as contas por resolver, as perguntas sobre sentido. As componentes interagem, e tratar uma deixando as outras de lado deixa o doente com dor.

Para uma equipa, a consequência prática é que a pergunta «tem dores?» é necessária e insuficiente.

As quatro componentes, na prática

Uma avaliação que só usa a escala numérica da dor mede a primeira. As outras três pedem outras perguntas:

  • Física: a intensidade, onde dói, o que alivia e o que piora. É a parte que as escalas captam.
  • Psicológica: o medo do que vem, a ansiedade, a sensação de perder o controlo.
  • Social: a família longe, o isolamento, o papel que a pessoa deixou de ter em casa.
  • Espiritual: as perguntas sobre sentido, o que ficou por dizer, as despedidas.

Ninguém responde às quatro sozinho. É por isso que os cuidados paliativos são trabalho de equipa, e que o tema deste ano pede que a dor se veja no seu todo.

Onde entra o não farmacológico, e onde não entra

O controlo da dor física é farmacológico e é da equipa médica. Nada do que vem a seguir o substitui ou altera.

O não farmacológico entra ao lado, e é aí que uma sessão de realidade virtual pode ajudar a gerir alguns momentos:

  • Momentos de dor previsível, como mobilizações ou pensos, em que a distração imersiva é uma das ferramentas estudadas. O mecanismo está em realidade virtual na gestão da dor.
  • A componente social: a família que não pode estar. A chamada de família permite a quem está longe ver o que o doente vê e falar com ele. Escrevemos sobre isso em videochamadas com a família.
  • A componente biográfica e espiritual: voltar a um sítio que conta. Não é por acaso que o destino mais pedido é Fátima.

O que isto não é: não é analgesia, não é controlo de sintomas e não se apresenta como tal. Quem decide se faz sentido, e quando, é a equipa que segue o doente.

Os estudos publicados sobre realidade virtual em cuidados paliativos estão reunidos em estudos: cuidados paliativos.

Uma sessão curta, que para quando a pessoa quer

Em cuidados paliativos o tempo é curto e conhecido. A sessão faz-se deitado, se for preciso, dura o que a pessoa quiser e acaba a pedido dela. Com quem já não comunica, a decisão é da equipa e da família: ver doente que já não comunica: vale a pena a sessão?.

Três perguntas para a equipa, no dia 10

  • Na última avaliação de dor, perguntámos pelas outras três componentes, ou só pela física?
  • O que é que acalma esta pessoa, e está escrito num sítio que o próximo turno leia?
  • Há alguém da família que queria estar e não pode?

Em resumo

  • 10 de outubro de 2026: o tema é a gestão da dor como parte essencial dos cuidados paliativos.
  • A dor total tem quatro componentes: física, psicológica, social e espiritual.
  • O controlo da dor física é farmacológico e da equipa médica.
  • O não farmacológico entra ao lado: distração em momentos previsíveis, a família, os lugares que contam.
  • A sessão para quando a pessoa quer.

A plataforma RVer tem como produto base um Dispositivo Médico Classe I registado no INFARMED e na EUDAMED. As sessões são conduzidas por profissionais da instituição, complementam os cuidados existentes e não substituem avaliação, tratamento ou acompanhamento clínico.

Perguntas frequentes

Quando é o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos 2026?

A 10 de outubro de 2026. Celebra-se no segundo sábado de outubro, por iniciativa da Worldwide Hospice Palliative Care Alliance.

Qual é o tema do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos 2026?

«Pain Management: An Essential Part of Palliative Care»: a gestão da dor como parte essencial dos cuidados paliativos, nas suas componentes física, psicológica, social e espiritual.

O que é a dor total?

Um conceito de Cicely Saunders: numa doença grave, a dor junta componentes físicas, psicológicas, sociais e espirituais, que interagem entre si.

A realidade virtual substitui a medicação para a dor?

Não. O controlo da dor física é farmacológico e da equipa médica. O RVer é uma intervenção não farmacológica que complementa os cuidados e não altera o plano terapêutico.

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