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Realidade Virtual em Cuidados Continuados (RNCCI) em Portugal

Nas unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, o tempo é longo e o objetivo é duplo: recuperar função e manter a qualidade de vida. A Realidade Virtual para uso clínico serve exatamente estes dois lados.

Tema
Contextos clínicos
Leitura
6 min de leitura
Publicado
20 de julho de 2026
Autoria
Pedro Thomaz
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

Um contexto diferente do hospital de agudos

A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) cobre unidades de convalescença, de média duração e reabilitação, e de longa duração e manutenção. Ao contrário do hospital de agudos, aqui as estadias medem-se em semanas ou meses, e o doente tem frequentemente idade avançada, mobilidade reduzida e vários dias iguais pela frente.

Este contexto muda o que se pede à tecnologia. Não se trata de uma intervenção pontual, mas de acompanhar um percurso: reabilitar, estimular e confortar, sessão após sessão, sem sobrecarregar uma equipa que já é reduzida.

Os três eixos onde a Realidade Virtual encaixa

1. Reabilitação e adesão. A recuperação motora nestas unidades depende da repetição, e a repetição depende da motivação. Transformar exercícios em cenários e jogos suaves ajuda o doente a manter a adesão ao longo de semanas, com registo objetivo do movimento para a equipa.

2. Estimulação cognitiva. Em doentes com declínio cognitivo ou após AVC, a estimulação regular é parte do plano. Cenários de reminiscência (lugares familiares, épocas passadas) e exercícios cognitivos dão à equipa mais uma ferramenta estruturada.

3. Conforto e bem-estar. Os dias longos pesam. Uma sessão calmante (uma praia, uma floresta, um pôr do sol) quebra a monotonia, reduz a ansiedade e melhora o humor, sem recorrer a mais medicação.

A RVer é uma alternativa não farmacológica e complementar. Não substitui o plano de reabilitação, a medicação nem o julgamento clínico: soma-se a eles, sob supervisão da equipa da unidade.

Simples para uma equipa reduzida

O fator decisivo em cuidados continuados é operacional. O RVer foi pensado para equipas sem tempo para tecnologia complicada: arranca em modo quiosque com um toque, corre 100% offline (toda a biblioteca disponível, sem depender da internet), e a equipa controla tudo pela app Companion, no browser. A instalação e a formação estão incluídas.

Custo e financiamento

Um único equipamento serve muitos doentes ao longo do tempo, o que dilui o custo por sessão. Para instituições, vale a pena enquadrar o investimento nas linhas de financiamento e apoios disponíveis para inovação e qualidade em saúde: um tema que a nossa equipa ajuda a mapear caso a caso.

Em suma: pela combinação de estadias longas, reabilitação e conforto, as unidades de cuidados continuados são um dos contextos onde a Realidade Virtual para uso clínico mostra melhor o seu valor.

Perguntas frequentes

A Realidade Virtual é adequada a unidades de cuidados continuados?

Sim. As estadias longas e o objetivo duplo de reabilitar e confortar tornam estas unidades um contexto natural para a Realidade Virtual para uso clínico: apoia a adesão à reabilitação, a estimulação cognitiva e o bem-estar, sessão após sessão, como alternativa não farmacológica e complementar.

É preciso pessoal técnico para operar o equipamento?

Não. O RVer arranca em modo quiosque com um toque, corre 100% offline e é controlado pela equipa através da app Companion, no browser. A instalação e a formação estão incluídas, sem necessidade de conhecimentos técnicos.

Funciona com doentes com mobilidade muito reduzida?

Sim. Além de sessões sentadas, o modo deitado permite usar a Realidade Virtual com doentes acamados ou em cadeira reclinada, alinhando a imagem com a posição da pessoa.

Como se justifica o custo numa unidade?

Um equipamento serve muitos doentes ao longo do tempo, o que reduz o custo por sessão. A nossa equipa ajuda a enquadrar o investimento nas linhas de financiamento e apoios à inovação em saúde disponíveis para a instituição.

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