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Quem pode conduzir uma sessão de realidade virtual com utentes?

Um lar quer saber se uma auxiliar pode fazê-lo. Uma clínica quer saber se precisa do fisioterapeuta na sala. Ninguém quer descobrir a resposta depois de comprar.

Tema
Contextos clínicos
Leitura
5 min de leitura
Publicado
16 de agosto de 2026
Autoria
Pedro Thomaz
Âmbito
Produto base · Classe I

Nesta página

É a pergunta que aparece sempre a seguir a «quanto custa», e quase nunca está respondida em lado nenhum: quem é que pode, na prática, pôr os óculos num utente e conduzir a sessão?

Um lar quer saber se uma auxiliar de ação direta pode fazê-lo. Uma clínica quer saber se precisa do fisioterapeuta presente na sala. Um hospital quer saber quem assina. E ninguém quer descobrir a resposta depois de comprar.

A resposta curta

O utilizador previsto do RVer são profissionais de saúde e cuidadores com formação. A sessão é sempre acompanhada. O sistema não se destina a autoadministração: não é para se deixar o equipamento com o utente e voltar mais tarde.

Dentro disso, quem conduz a sessão em concreto é uma decisão da instituição, não do fornecedor. E há uma boa razão para isso.

Como corre uma sessão RVer, em quatro passos Quatro passos. Passo um, a equipa prepara: cerca de cinco minutos para integrar no dia a dia, em modo quiosque e sem configuração técnica. Passo dois, o utente imerge: coloca o equipamento e vê vídeo real filmado, ou acompanha as atividades do módulo escolhido. Passo três, opcional, a equipa controla: escolhe o cenário e ajusta à distância pelo telemóvel, tablet ou computador. Passo quatro, opcional, a equipa acompanha ao vivo: vê a sessão a decorrer e o registo do que aconteceu, e pode abrir uma chamada de família. Nota final: os passos três e quatro são opcionais. Uma sessão corre sem eles. 01 A equipa prepara Cerca de 5 minutos para integrar no dia a dia. Modo quiosque, sem configuração técnica. ~5 MIN PARA ARRANCAR 02 O utente imerge Coloca o equipamento e vê vídeo real filmado, ou acompanha as atividades do módulo escolhido. VÊ E IMERGE 03 A equipa controla Opcional Escolhe o cenário e ajusta à distância pelo telemóvel, tablet ou computador. CONTROLO À DISTÂNCIA 04 A equipa acompanha ao vivo Opcional Vê a sessão a decorrer e o registo do que aconteceu, e pode abrir uma chamada de família. CHAMADA DE FAMÍLIA OS PASSOS 03 E 04 SÃO OPCIONAIS. UMA SESSÃO CORRE SEM ELES.
Os quatro passos de uma sessão RVer. Os passos 3 e 4 são opcionais: uma sessão corre sem eles.

Porque é que a resposta não pode vir do fornecedor

A finalidade prevista do produto define o tipo de utilizador. Não define, nem pode, o organigrama de um serviço.

Quem pode fazer o quê dentro de uma instituição de saúde depende do enquadramento profissional de cada carreira, das regras internas de governação clínica e da responsabilidade de quem dirige o serviço. Um fabricante de equipamento que respondesse «pode ser qualquer pessoa» estaria a dizer algo que não lhe compete dizer, e a passar-lhe o risco à frente.

O que compete ao fabricante é ser claro sobre três coisas: para que serve, quem é o utilizador previsto, e o que o produto não faz. O resto é decisão clínica.

Isto não é aconselhamento jurídico nem sobre âmbito profissional. A decisão sobre quem conduz sessões pertence à direção clínica da instituição, que conhece as suas carreiras, os seus protocolos e a sua responsabilidade.

O que a sessão exige, na prática

Vale a pena separar «conduzir uma sessão» do que as pessoas imaginam. Na prática, quem conduz precisa de:

  • Saber escolher o conteúdo adequado ao momento e à pessoa;
  • Reconhecer as contraindicações e saber quando não avançar;
  • Perceber os sinais de desconforto (enjoo, cansaço, desorientação) e parar;
  • Higienizar o equipamento entre utentes;
  • Saber parar à distância, se estiver a gerir mais do que um equipamento.

Nada disto é uma competência clínica avançada. É formação específica sobre um equipamento, que faz parte da licença e é dada na instituição.

O que decidir antes de comprar

Três decisões que valem mais do que qualquer funcionalidade:

  1. Quem são as pessoas designadas. Não «a equipa»: nomes. Um equipamento que é responsabilidade de toda a gente não é responsabilidade de ninguém, e acaba no armário.
  2. Quem decide o que é adequado a cada utente. Escolher conteúdo para alguém com demência avançada não é o mesmo que escolher para alguém em diálise. Essa decisão tem dono.
  3. O que fica registado, e quem o lê. O registo de sessão é matéria-prima para a equipa interpretar: não é um relatório que decide nada sozinho.

Uma pessoa pode gerir vários equipamentos

A app Companion abre no browser de qualquer PC ou tablet na mesma rede, sem instalar nada. Cada equipamento aparece como um cartão: escolher cenário, reproduzir, pausar, atribuir utente, e uma paragem de emergência à distância.

Isto muda a resposta à pergunta original de uma forma prática: não é preciso um profissional por equipamento. É preciso um responsável pela sessão, que pode estar a acompanhar mais do que uma ao mesmo tempo, desde que as pessoas estejam acompanhadas na sala.

E o registo de dispositivo médico, diz alguma coisa sobre isto?

Diz o essencial e nada além disso. O produto base está registado como dispositivo médico de Classe I no INFARMED, com o n.º CDM 94571546, e na EUDAMED (Basic UDI-DI 56006195127RVERTZ), e ostenta marcação CE ao abrigo do MDR 2017/745. A documentação que acompanha o registo identifica o utilizador previsto (profissionais de saúde e cuidadores com formação) e exclui a autoadministração.

O que o registo não faz é dizer a um hospital português qual das suas carreiras profissionais pode operar o equipamento. Isso nunca esteve no âmbito de um registo de dispositivo, e desconfie de quem lhe disser o contrário.

O manual de utilização está público e diz isto por extenso, incluindo as contraindicações e a via para comunicar um incidente grave.

Em resumo

  • Utilizador previsto: profissionais de saúde e cuidadores com formação.
  • Nunca autoadministração. O utente está sempre acompanhado.
  • Quem em concreto: decisão da instituição, não do fornecedor.
  • Formação: incluída na licença.
  • Uma pessoa, vários equipamentos: possível pelo Companion.

Perguntas frequentes

Preciso de ser terapeuta para usar realidade virtual com utentes?

O utilizador previsto do RVer são profissionais de saúde e cuidadores com formação, e a sessão é sempre acompanhada. Quem em concreto conduz a sessão dentro de uma instituição é decisão da direção clínica, que conhece o enquadramento profissional das suas carreiras e a sua própria governação, e não é o fornecedor que o define.

Uma auxiliar de ação direta pode conduzir uma sessão?

A finalidade prevista abrange cuidadores com formação, portanto não está excluído à partida. Mas a decisão pertence à instituição: depende das regras internas, do enquadramento de cada carreira e de quem assume a responsabilidade clínica. Um fabricante que respondesse «pode qualquer pessoa» estaria a dizer o que não lhe compete.

O utente pode usar sozinho?

Não. O sistema não se destina a autoadministração e o utente está sempre acompanhado. Não é para deixar o equipamento com a pessoa e voltar mais tarde.

É preciso um profissional por cada equipamento?

Não. A app Companion abre no browser de qualquer PC ou tablet na mesma rede e mostra cada equipamento como um cartão: escolher cenário, reproduzir, pausar, atribuir utente e paragem de emergência à distância. É preciso um responsável pela sessão, que pode acompanhar mais do que uma ao mesmo tempo, desde que as pessoas estejam acompanhadas na sala.

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