Medo da ressonância magnética: como a realidade virtual ajuda com a claustrofobia no exame
A claustrofobia faz adiar, interromper ou repetir ressonâncias magnéticas. A realidade virtual ajuda a preparar o doente antes de entrar no aparelho.
Uma parte significativa das ressonâncias magnéticas é adiada, interrompida ou repetida por uma razão que não tem nada a ver com a máquina: o doente não aguenta lá dentro. O tubo estreito, o ruído intenso, a obrigação de ficar imóvel durante minutos — para quem tem tendência claustrofóbica, é um cenário difícil de suportar.
Porque a ressonância assusta tanto
A ressonância junta, ao mesmo tempo, vários gatilhos clássicos de ansiedade:
- Espaço fechado e estreito — o gatilho direto da claustrofobia.
- Imobilidade obrigatória — qualquer movimento estraga a imagem, o que aumenta a tensão.
- Ruído alto — o aparelho é barulhento e imprevisível.
- Perda de controlo — estar preso e à espera, sem poder sair à vontade.
O resultado, em doentes mais sensíveis, pode ser um ataque de pânico que obriga a parar o exame — com custos de tempo, de repetição e de atraso no diagnóstico.
Onde entra a realidade virtual
A realidade virtual terapêutica atua sobretudo antes do exame, na preparação:
- Relaxamento prévio — ambientes calmos e técnicas de respiração ajudam o doente a chegar menos ativado.
- Familiarização — reduzir o efeito surpresa do que vai acontecer torna a experiência mais previsível e menos ameaçadora.
- Distração e foco — desviar a atenção do medo antecipado para um estímulo agradável.
O objetivo não é enganar o doente — é dar-lhe ferramentas para tolerar melhor um exame necessário, evitando interrupções e repetições.
O valor para o serviço de imagiologia
Cada exame interrompido é tempo de máquina perdido, uma marcação a repetir e um diagnóstico adiado. Ajudar o doente a completar o exame à primeira tem valor clínico e operacional direto. Um doente mais calmo é também um doente mais imóvel — e imagens de melhor qualidade.
Nota importante: a realidade virtual terapêutica é uma abordagem complementar, usada sob supervisão de profissionais de saúde. Não substitui a avaliação clínica nem qualquer decisão sobre sedação, que cabe sempre à equipa de saúde.
O papel do RVer
O RVer é um sistema de terapia imersiva por realidade virtual concebido para ambientes de saúde e certificado como Dispositivo Médico Classe I pelo Infarmed, em conformidade com o regulamento europeu MDR 2017/745. Simples de operar entre exames, confortável para o doente e com conteúdos guardados no próprio equipamento — funciona sem depender de internet — apoia a preparação de doentes ansiosos sem recolher dados clínicos do paciente.
Preparar o doente antes de entrar no aparelho é, muitas vezes, a diferença entre um exame concluído e um exame perdido.
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