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Como integrar a realidade virtual para uso clínico no fluxo de trabalho clínico

A melhor ferramenta clínica é inútil se ninguém tiver tempo para a usar. A adoção da realidade virtual para uso clínico depende menos da tecnologia e mais de como encaixa no fluxo de trabalho real.

Tema
Adoção e custos
Leitura
6 min de leitura
Publicado
4 de junho de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

A maior barreira à adoção de uma nova tecnologia em saúde raramente é a tecnologia em si. É o tempo. Equipas já sobrecarregadas não adotam ferramentas que acrescentam fricção, por melhores que sejam. Por isso, integrar a realidade virtual para uso clínico com sucesso é, sobretudo, um exercício de encaixe no fluxo de trabalho.

Comece por encontrar os momentos certos

A realidade virtual para uso clínico não cria um novo bloco na agenda — encaixa-se em momentos que já existem e que hoje são "tempo morto" ou tempo difícil:

  • A espera antes de um procedimento, carregada de ansiedade.
  • O próprio procedimento de curta duração, em que a distração ajuda.
  • Momentos de desconforto ou agitação durante o internamento.

Identificar estes momentos no percurso do doente é o primeiro passo. A ferramenta entra onde já há uma necessidade, não onde é preciso inventar espaço.

Mantenha simples quem opera

Se usar o sistema exigir um técnico dedicado, a adoção morre. O objetivo é que qualquer membro da equipa — enfermagem, auxiliares, terapeutas — possa iniciar uma sessão com formação mínima.

Regra prática: se for preciso um manual para começar uma sessão, a ferramenta é demasiado complexa para o terreno.

Sessões curtas, encaixadas no real

Intervenções longas competem com tudo o resto e perdem. Sessões curtas, ajustadas ao doente e ao momento, encaixam-se sem desorganizar a rotina. O melhor desenho é aquele que se adapta ao fluxo existente, em vez de exigir que o fluxo se adapte a ele.

Higiene e logística previsíveis

Para usar entre doentes, o equipamento precisa de uma rotina de limpeza simples e clara e de uma logística previsível — onde fica, quem o carrega, como se prepara. Sem isto, mesmo uma boa ferramenta acaba esquecida num armário.

Nota importante: a realidade virtual para uso clínico é uma abordagem complementar, integrada no plano de cuidados e usada sob supervisão de profissionais de saúde. A sua adoção deve respeitar os protocolos clínicos e de controlo de infeção de cada instituição.

O papel do RVer

O RVer é um sistema de terapia imersiva por realidade virtual concebido para ambientes de saúde e registado como Dispositivo Médico Classe I (produto base) no Infarmed, com marcação CE ao abrigo do MDR 2017/745. Foi desenhado precisamente com a adoção em mente: simples de operar pelas equipas, confortável para o doente e sem recolha de dados clínicos do paciente.

A tecnologia certa em saúde não é a mais sofisticada — é a que a equipa consegue, de facto, usar todos os dias.

A pergunta que vem a seguir ao fluxo é quem o executa: quem pode conduzir uma sessão.

Para testar o fluxo antes de o adotar, ver como correr um piloto.

Um caso concreto?

Diga-nos qual é a situação

Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não — as três acontecem, e a última também é útil.

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