Financiamento

Como financiar realidade virtual terapêutica na sua instituição: orçamento, apoios e alternativas ao investimento

Financiar realidade virtual terapêutica não obriga a um grande investimento inicial. Conhecer as vias — orçamento, apoios, aluguer, piloto — muda a conversa.

Quando uma instituição de saúde reconhece o valor da realidade virtual terapêutica, o travão que aparece a seguir raramente é técnico ou clínico. É financeiro — mas não do modo que se pensa. O problema não costuma ser o preço; é como pagá-lo. E aqui há mais opções do que a compra direta.

Primeiro: é comparticipado?

Convém ser claro. De forma geral, a realidade virtual terapêutica não tem uma comparticipação direta ao doente como a de um medicamento prescrito. É adquirida pela instituição — hospital, clínica, lar, IPSS — enquanto equipamento e ferramenta de trabalho. Ou seja: o financiamento faz-se do lado da organização, não do lado do doente.

Isto não é má notícia. Significa apenas que a via certa não é a receita, é o investimento — e o investimento tem várias portas.

As vias de financiamento

Não existe uma única forma de pagar. As mais comuns:

A pergunta certa não é "temos orçamento para comprar?" — é "qual destas vias encaixa na nossa tesouraria e no nosso tipo de instituição?".

Porque faz sentido testar antes

O retorno da realidade virtual em saúde depende, acima de tudo, do uso. Equipamento comprado e depois esquecido é o pior cenário. Por isso, modelos que permitam testar antes de investir — aluguer curto, piloto num serviço — protegem a decisão: validam a adoção pela equipa e o valor real antes de um compromisso maior.

Nota importante: as regras de apoios, fundos e comparticipações mudam com frequência e dependem do tipo de instituição. Confirme sempre os programas em vigor à data junto das entidades competentes. Esta informação é orientadora, não um aconselhamento financeiro ou jurídico.

O papel do RVer

O RVer é um sistema de terapia imersiva por realidade virtual concebido para ambientes de saúde e certificado como Dispositivo Médico Classe I pelo Infarmed, em conformidade com o regulamento europeu MDR 2017/745. Foi pensado para baixar a barreira de entrada: corre em headsets autónomos acessíveis, é simples de operar e gerir, e não recolhe dados clínicos do paciente — o que facilita começar pequeno, testar e crescer.

O preço raramente é o verdadeiro obstáculo. Conhecer as vias de financiamento é o que transforma um "gostávamos" num "vamos avançar".

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