A enfermagem ocupa um lugar único no cuidado: é quem está fisicamente presente nos momentos em que o doente mais sente ansiedade ou desconforto. É quem faz o penso, a punção, quem acompanha a espera tensa antes de um procedimento. Por isso, qualquer ferramenta que ajude a acalmar o doente nesses momentos, sem lhe acrescentar trabalho, fala diretamente ao trabalho de enfermagem.
O problema concreto: momentos difíceis à cabeceira
Muitos procedimentos de enfermagem são curtos, mas geram ansiedade e desconforto desproporcionais à sua duração. Um doente tenso é mais difícil de cuidar, e o próprio momento torna-se mais penoso para todos. Acalmar não é só gentileza: facilita o trabalho clínico.
Como a RV entra no fluxo da enfermagem
A realidade virtual para uso clínico capta a atenção do doente num ambiente imersivo, reduzindo a atenção disponível para o desconforto. Aplicada pela enfermagem, encaixa-se em momentos que já existem:
- Durante procedimentos de curta duração, como pensos ou punções.
- Na espera ansiosa antes de uma intervenção.
- Em momentos de agitação ou desconforto durante o internamento.
Um doente mais calmo torna o procedimento mais fácil de conduzir, e isso é tempo e tensão poupados a quem está à cabeceira.
A condição: não pode pesar no dia a dia
A enfermagem não adota ferramentas que acrescentam fricção. Para ser usada, a RV tem de ser rápida de iniciar e simples de operar: sem fluxos técnicos, sem configurações demoradas, sem formação longa. Se exigir mais do que poucos passos, fica no armário.
Por isso, a simplicidade não é um luxo: é o que decide se a ferramenta chega ou não ao doente.
Nota importante: a realidade virtual para uso clínico é uma abordagem complementar, usada sob supervisão de profissionais de saúde e integrada no plano de cuidados. Não substitui a avaliação clínica, a medicação nem o juízo da equipa de enfermagem sobre o que é adequado a cada doente.
O papel do RVer
O RVer é um sistema de realidade virtual concebido para ambientes de saúde e registado como Dispositivo Médico Classe I (produto base) no INFARMED e na EUDAMED, com marcação CE ao abrigo do MDR 2017/745. Foi desenhado para ser simples de operar pelas equipas (incluindo a enfermagem na linha da frente), confortável para o doente e sem recolha de dados clínicos do paciente.
Para quem está ao lado da cama, o valor é concreto: um doente mais calmo, um momento difícil mais tolerável, sem mais um peso no turno.
Para saber à cabeça que utentes conseguem participar, ver acessibilidade em realidade virtual.
Perguntas frequentes
Como pode a realidade virtual apoiar o trabalho de enfermagem?
Ao captar a atenção do doente num ambiente imersivo, a realidade virtual para uso clínico pode reduzir a ansiedade e o desconforto durante procedimentos de enfermagem, como pensos ou punções, tornando esses momentos mais calmos para o doente e mais fáceis de conduzir para a equipa.
Acrescenta trabalho ao dia a dia da enfermagem?
Não deve. Uma ferramenta concebida para contexto clínico tem de ser rápida de iniciar e simples de operar. Bem desenhada, encaixa-se em momentos que já existem (uma espera ou um procedimento), sem criar tarefas adicionais relevantes.
A enfermagem precisa de formação especializada para a usar?
Não é necessária formação especializada. Com uma orientação breve e prática, qualquer enfermeiro pode iniciar e acompanhar uma sessão, sempre dentro do plano de cuidados e dos protocolos da instituição.
