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Dispositivo Médico Classe I: o que significa para a RV em saúde

Há uma diferença enorme entre uma aplicação de bem-estar e um dispositivo médico registado. Para um hospital, essa diferença é tudo. Eis o que a registo Classe I representa — e porque deve pesar na decisão.

Tema
Adoção e custos
Leitura
5 min de leitura
Publicado
4 de junho de 2026
Autoria
RVer
Âmbito
Produto base · Classe I

Existem hoje muitas aplicações de realidade virtual que prometem relaxamento ou distração. Mas usar tecnologia num ambiente clínico levanta uma questão diferente: esta solução cumpre os requisitos de um dispositivo médico? A resposta separa um produto de consumo de uma ferramenta apta a integrar o cuidado de saúde.

O que é a Classe I no MDR 2017/745

O MDR 2017/745 é o Regulamento de Dispositivos Médicos da União Europeia. Classifica os dispositivos por nível de risco, da Classe I (mais baixo) à Classe III (mais alto). A Classe I cobre dispositivos com risco reduzido para o utilizador — mas "risco reduzido" não significa "sem requisitos".

Mesmo na Classe I, o fabricante tem de:

  • Manter documentação técnica completa do dispositivo.
  • Implementar um sistema de gestão de risco.
  • Garantir vigilância pós-comercialização e rastreabilidade.
  • Registar o dispositivo junto da autoridade competente.

O papel do Infarmed

Em Portugal, o Infarmed é a autoridade nacional para os dispositivos médicos. O registo e a conformidade junto do Infarmed significam que o dispositivo está formalmente reconhecido para uso no mercado português, dentro do enquadramento europeu.

O registo não é um selo decorativo. É a prova de que existe responsabilidade, processo e rastreabilidade por trás do produto.

Porque é que isto importa para um hospital

Ao escolher tecnologia para um serviço de saúde, a equipa de aquisição e os profissionais clínicos precisam de garantias que uma app de loja não oferece:

  • Segurança: o dispositivo foi avaliado quanto aos riscos para o doente.
  • Responsabilidade: há um fabricante identificado e responsável pela conformidade.
  • Rastreabilidade: existe processo para reportar e resolver incidentes.
  • Confiança institucional: facilita a integração em contextos regulados.

O RVer e a conformidade desde o desenho

O RVer é um sistema de terapia imersiva por realidade virtual registado como Dispositivo Médico Classe I (produto base) no Infarmed, com marcação CE ao abrigo do MDR 2017/745. Foi construído para o contexto de saúde desde o início — incluindo uma decisão importante de privacidade: não recolhe dados clínicos do paciente. No caso da RVer, o registo abrange o produto base — a biblioteca de vídeo. Os módulos RVer Motion e RVer Neuro são módulos em desenvolvimento, não abrangidos por esse registo, e o produto base ostenta marcação CE ao abrigo do MDR 2017/745.

Para um hospital ou clínica, isto traduz-se numa ferramenta que pode ser adotada com a confiança de que cumpre o enquadramento regulamentar aplicável.

Um caso concreto?

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Respondemos com sim, com «é preciso testar», ou com não — as três acontecem, e a última também é útil.

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